O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, realizou duas reuniões com servidores municipais na tarde de sexta-feira (2), no auditório da Prefeitura. O objetivo foi apresentar pessoalmente o plano de gestão fiscal e correção de rota da administração municipal. Amaral enfatizou que o pagamento dos direitos dos trabalhadores é prioridade total para sua gestão.
O prefeito destacou a importância de manter os servidores informados sobre as decisões. “O servidor não é passageiro. Entra gestão, sai gestão, ele está aqui, trabalhando. Então, quando precisamos fazer ajustes, é importante que os servidores saibam exatamente as razões das decisões que precisamos tomar. Precisamos da ajuda de todos para que a Prefeitura possa se reorganizar”, afirmou o prefeito. Servidores como a agente da Guarda Municipal Daiane Neves dos Santos, o diretor de Fiscalização da SMF, Henrique de Castro Silva, e Helian Araújo Oliveira, que está na Prefeitura desde 2018, consideraram as explicações diretas do prefeito esclarecedoras e relevantes.
Déficit e Subsídio ao Transporte
A primeira parte da apresentação abordou as causas do déficit de aproximadamente R$ 205 milhões. Em 2020, durante a pandemia, Londrina recebeu recursos federais extraordinários, acumulando uma reserva de R$ 290 milhões. No entanto, após esse período, o município passou a gastar mais do que arrecadava, esgotando a reserva. O secretário municipal de Fazenda, Eder Alexandre Pires, explicou que os recursos da pandemia deveriam ter sido usados em investimentos, mas foram consumidos em despesas gerais. Pires também mencionou discrepâncias no uso do aumento do IPTU, que deveria ter sido destinado à recomposição das contas da Caapsml, mas o repasse só ocorreu em 2022, após pressão do Tribunal de Contas.
A terceira parte da apresentação focou no subsídio ao transporte coletivo. Um decreto da administração anterior aumentou os repasses de R$ 83 milhões para quase R$ 173 milhões na virada da gestão. O prefeito considerou a medida desproporcional e criticou a falta de reestruturação do modelo. Após análise detalhada da operação do transporte coletivo, que custa quase R$ 313 milhões anualmente, a Prefeitura, responsável por 56% dos custos, decidiu restringir o funcionamento de algumas linhas deficitárias aos domingos. O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização, Renan Vinícius Salvador, garantiu que não haverá corte de linhas e nenhum bairro ficará desassistido.
Metas e Compromissos
O prefeito pediu o apoio dos servidores na redução de horas extras e na fruição do período efetivo de férias. Atualmente, Londrina compromete 95% da arrecadação com custeio. A meta é reduzir esse percentual para 85% em quatro meses. Tiago Amaral destacou que as medidas de controle de despesas e justiça fiscal já começaram no ano passado, resultando na diminuição do déficit. “Com essas novas ações, esperamos ter resultados expressivos até o início do ano que vem, para respirarmos com normalidade”, disse o prefeito.
Tiago Amaral concluiu reforçando seu compromisso de enfrentar os desafios da cidade. “Ser prefeito de uma cidade é estar à frente dos bons projetos e das soluções, mas também enfrentar os problemas. Eu não vou aparecer só quando a fotografia é bonita. Por isso convidei a todos para essa conversa e espero que possamos superar isso juntos”, finalizou.






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