O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, desembarcou na Venezuela na noite da última terça-feira (1º) para concretizar os termos finais de um acordo petrolífero. A parceria, com duração de 25 anos, prevê investimentos em 17 blocos e um volume de produção superior a 1,5 milhão de barris de petróleo diariamente.
A chegada de Wright ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, foi marcada pela recepção da ministra venezuelana dos Hidrocarbonetos, Paula Henao. O entendimento, conforme anunciado previamente pelos dois governos, deverá atrair aportes bilionários de dólares, direcionados à abertura de novos campos, ao aumento da capacidade produtiva e à construção de infraestrutura essencial para o setor.
Impacto econômico e soberania
O projeto também contempla a geração de milhares de empregos no país. No entanto, detalhes como os valores exatos dos investimentos, a identificação das empresas participantes e o cronograma de execução não foram especificados nas informações divulgadas até o momento. A visita ocorre em um momento em que o governo venezuelano busca intensificar a extração de petróleo, estabelecer novas alianças energéticas e diversificar os mercados para suas exportações de hidrocarbonetos.
A vinda do secretário norte-americano coincidiu com o anúncio de planos da Chevron para expandir suas operações na Venezuela. Ao apresentar o acordo, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantiu que o Estado manterá o controle sobre as reservas nacionais. “A Venezuela mantém a soberania e a propriedade sobre os recursos de hidrocarbonetos em seu subsolo”, afirmou Rodríguez, salientando que o objetivo do projeto é converter a exploração dos recursos energéticos em benefícios econômicos e sociais para a população.
Receitas projetadas e reinvestimento
Rodríguez citou como metas a melhoria da renda, o fortalecimento dos serviços públicos e a ampliação dos investimentos em saúde, educação e infraestrutura. O governo venezuelano também defende que a parceria pode contribuir para a segurança energética do continente. O plano prevê o desenvolvimento de 17 blocos considerados estratégicos, com uma capacidade projetada para superar 1,5 milhão de barris de petróleo por dia.
As estimativas indicam que o acordo poderá gerar até US$ 209,335 bilhões em receitas para o Estado venezuelano, com base em uma cotação de US$ 65 por barril. Desse valor, US$ 19 de cada barril comercializado seriam destinados diretamente ao país. Caracas informou que os recursos fiscais e tributários obtidos com a operação serão reinvestidos em políticas de desenvolvimento e bem-estar social. Contudo, a concretização dessas projeções dependerá do volume efetivamente produzido, da execução dos investimentos e das flutuações internacionais do preço do petróleo.







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