O ex-candidato à Presidência Renan Santos, pelo partido Missão, contestou neste domingo (25) a legitimidade do segundo turno das eleições presidenciais, afirmando que o resultado está sendo prejudicado por controvérsias sobre transporte de eleitores e reabertura de seções. Ao questionar as urnas, pediu o adiamento da votação por duas semanas e alertou para risco de conflitos armados. Comparou o momento à invasão dos Três Poderes ocorrida em janeiro de 2023.

As declarações surgiram após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinar a retomada da votação em locais atingidos por falhas no transporte. Renan classificou a decisão como extremamente grave, sustentando que sua execução próximo ao encerramento da votação compromete a legitimidade do processo e poderia alterar o resultado da disputa presidencial.

Questionamento à decisão do STF

O ex-presidenciável contestou o momento da expedição da decisão de Zanin, alegando ter ocorrido quando mesários já haviam deixado os locais de votação. Na sua avaliação, a Justiça deveria ter atuado mais cedo para assegurar deslocamento dos eleitores, evitando medidas excepcionais no encerramento. Renan também afirmou que um tribunal regional estaria recusando a determinação do ministro, sem fornecer detalhes que identificassem a corte ou explicassem os fundamentos dessa eventual resistência.

Problemas de transporte em cidades baianas

Renan atribuiu a situação a prefeitos que classificou como antipetistas pela ausência de transporte público em Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista. Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncias de retenção de ônibus. A Justiça Eleitoral também ordenou restabelecimento da circulação de coletivos com frequência dos dias úteis e gratuidade, sob multa de R$ 1 milhão por hora em descumprimento.

As declarações de Renan não correspondem a uma decisão da Justiça Eleitoral. Não há confirmação de que a retomada de votação tenha alterado o resultado presidencial, nem de que o adiamento estivesse sendo considerado oficialmente pelas autoridades eleitorais. O texto original também nota que não foram apresentados elementos comprovando a existência de mobilização para confrontos armados, conforme alertado pelo ex-candidato.