O empresário Marcos Lamacchia, enteado da presidente do Palmeiras Leila Pereira, venceu na sexta-feira (25) o leilão pela SAF do Vasco realizado na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. A proposta foi apresentada por meio da empresa Almirante Participações e foi a única submetida à Justiça carioca.
O plano de Lamacchia prevê aportes de R$ 500 milhões no clube carioca entre 2026 e 2030, divididos em 5 parcelas de R$ 100 milhões cada. Para que o negócio seja finalizado, ainda é preciso obter aprovação do Conselho Deliberativo do Vasco e de uma Assembleia Geral Extraordinária dos sócios da agremiação.
A operação, porém, enfrenta obstáculos. Desde agosto, a Anserf (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol), criada pela CBF para aplicar regras de fair play financeiro, investiga eventual conflito de interesse. Segundo a agência, há indícios de que a operação poderia configurar influência cruzada entre clubes que disputam a mesma competição, violando a vedação à multipropriedade.
Restrições comerciais e histórico da SAF
No curso da investigação, a Anserf proibiu que o Vasco mantenha relações comerciais com o Palmeiras, incluindo negociação de atletas, e com a Crefisa, patrocinadora do clube paulista controlada por José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira e pai de Marcos. Em outubro de 2025, o Vasco havia tomado empréstimo de R$ 80 milhões junto à Crefisa para cumprir compromissos financeiros.A SAF do Vasco foi aprovada pelo clube em 2022 e vendida no mesmo ano ao grupo 777 Partners. A empresa passou a enfrentar sérios problemas financeiros a partir de 2023, com atrasos nos repasses que culminaram em seu afastamento da operação. Desde então, a direção do Vasco buscava um novo comprador para a estrutura.







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