A Prefeitura de Londrina lançou uma licitação de R$ 1 milhão para trocar o piso do Ginásio Moringão, danificado poucos meses depois da reabertura do espaço, em 2023. A disputa está marcada para o dia 17 de novembro, às 13h, e será definida pelo critério de menor preço. Depois da contratação, o edital prevê prazo de 180 dias para a execução dos serviços.
O que prevê o edital
Segundo o edital, a obra vai refazer o contrapiso nos pontos necessários, impermeabilizar toda a base de concreto e instalar um novo piso flutuante de madeira na quadra poliesportiva. Também estão previstos reparos relacionados e a instalação de comportas para conter águas pluviais.
A licitação sai pouco mais de um ano depois do anúncio de que o governo do Estado faria o investimento no equipamento público.
Como o problema surgiu
O Moringão foi reaberto em 2023 após uma ampla reforma, mas foram identificados danos nas placas de madeira poucos meses depois. Só o piso custou R$ 1,169 milhão. Uma perícia técnica apontou que os danos poderiam ter sido evitados: o piso absorveu mais umidade do que o previsto, o que provocou a degradação de cerca de 30% das placas.
A estrutura original, de 1972, tem contrapiso de 18,5 centímetros de espessura, feito com material de baixa porosidade. Na ampliação de 2002, a espessura varia entre 4,5 e 7 centímetros, com material mais permeável à água. Foi nas áreas dessa última intervenção que os danos nas placas foram mais graves.
As placas foram removidas e, hoje, o ginásio funciona sobre o contrapiso, coberto por um tapete sintético homologado pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) para as partidas da Superliga.
Disputa na Justiça
Enquanto prepara a nova contratação, a Prefeitura tenta responsabilizar a empresa que instalou o piso e obter a devolução dos R$ 1,169 milhão investidos. Em nota, a administração informou que ainda aguarda decisão judicial sobre o caso, após a conclusão do laudo pericial, em agosto de 2025.
O impasse começou em 2023. A Prefeitura atribuiu os problemas à empresa instaladora, e a terceirizada alegou que os danos foram causados por falhas de manutenção e limpeza do ginásio. A perícia descartou que a limpeza das arquibancadas tenha sido responsável pela degradação das placas.
A FEL (Fundação de Esportes de Londrina) chegou a pedir à Justiça autorização para levar ao Ginásio de Esportes do Jardim Bandeirantes parte das placas retiradas do Moringão que ainda estavam em condições de uso. A estimativa era de que cerca de 70% do material pudesse ser reaproveitado, mas o pedido foi negado em meio ao imbróglio judicial.
Com a abertura das propostas em 17 de novembro, a obra só começa depois da definição da empresa vencedora e da contratação, e terá 180 dias para ser concluída.
Com informações de Folha de Londrina, Londrina.






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