Aline Alves Bugni, de 31 anos, foi morta a tiros na noite de domingo (27) dentro da casa onde morava com o marido em Cajamar, na Grande São Paulo. O principal suspeito é o próprio companheiro da vítima, Felipe Arthur Bugni, de 40 anos, que é policial penal e foi preso em flagrante no local do crime. A residência fica na Rua João de Moraes Tavares.
Vizinhos relataram que o casal teve discussões intensas durante o dia, que teriam culminado nos disparos fatais. Casados há aproximadamente dez anos e pais de uma menina de nove anos, o relacionamento já apresentava histórico de violência. Familiares de Aline contaram que ela frequentemente mencionava agressões físicas e verbais, além de expressar a pessoas próximas seu desejo de separação, adiando a decisão por medo.
Detalhes da ocorrência e investigações
A Polícia Militar foi acionada pelo pai da vítima logo após os tiros. Antes da chegada das autoridades, o suspeito ainda agrediu fisicamente o sogro, causando sangramento facial e traumatismos no nariz, o que exigiu atendimento médico em um hospital da região. Levado à Delegacia de Cajamar, o agente penitenciário alegou que a esposa teria cometido suicídio, mas essa versão foi enfraquecida pelas evidências encontradas no local.
O delegado responsável informou que aguarda o avanço das investigações e a coleta de novos depoimentos para formalizar a tipificação do homicídio. A morte de Aline se insere em um contexto preocupante de aumento da violência contra a mulher no estado de São Paulo.
Crescimento dos casos de feminicídio em São Paulo
Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo indicam um aumento alarmante nos casos de feminicídio. Nos primeiros três meses de 2026, foram registrados 86 casos, o que representa uma média de uma mulher morta a cada 25 horas. Este índice representa uma alta de 41% em comparação com o mesmo período de 2025 e é o maior patamar para um primeiro trimestre desde o início da série histórica das estatísticas.







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