Um policial civil foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (30) após atropelar uma família na Zona Norte de São Paulo. O incidente ocorreu no cruzamento da Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Pedro Vicente, nas proximidades de Santana e Canindé. O agente conduzia uma viatura descaracterizada e, segundo a Polícia Militar, apresentava sinais de embriaguez.
As vítimas foram uma mãe e seus dois filhos. Um dos filhos, um menino de 10 anos, sofreu um trauma grave no crânio e precisou ser levado às pressas para o Hospital das Clínicas, onde passou por cirurgia de emergência na manhã desta quinta-feira (1º). A mãe e a outra criança tiveram um quadro clínico estável após o atendimento inicial. O policial fugiu do local sem prestar socorro, sendo localizado posteriormente. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas foi autuado em flagrante. Sua conduta e a acusação formal estão sob investigação.
Detalhes do atropelamento e a fuga
O atropelamento aconteceu por volta das 23h45, quando o veículo oficial, um Chevrolet Cobalt utilizado em operações de inteligência e repressão patrimonial, teria desrespeitado a sinalização de trânsito ao avançar o sinal vermelho no movimentado cruzamento. O condutor não parou para auxiliar as vítimas e empreendeu fuga.
Um motociclista que presenciou o ocorrido perseguiu o veículo, o que ajudou na localização do automóvel pelas equipes policiais acionadas. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram mobilizadas para socorrer as vítimas.
Identificação do agente e recusa do bafômetro
O policial foi identificado como o carcereiro Douglas Willian Pedroso, lotado na Divisão de Investigação sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), que faz parte do Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil. Após ser cercado e localizado, ele retornou ao local do acidente.
Abordado pela Polícia Militar, o agente exibia sinais visíveis de alteração psicomotora devido ao consumo de álcool. Apesar de ter se recusado a realizar o teste do bafômetro, a constatação de embriaguez foi feita com base em testemunhos e elementos colhidos pelos policiais militares que atenderam a ocorrência.
Com a confirmação dos indícios de crime de trânsito e a recusa ao teste, o policial foi preso em flagrante. Ele foi levado inicialmente ao Departamento Estadual de Investigações Criminais e, em seguida, à Corregedoria da Polícia Civil, na Lapa, responsável por apurar desvios funcionais. Na Corregedoria, o delegado de plantão ratificou a prisão em flagrante. O armamento funcional do carcereiro foi recolhido, e exames periciais foram solicitados no veículo. O processo investigativo segue na Corregedoria antes de ser encaminhado ao Poder Judiciário.







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