247 – A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes contrários a Flávio Bolsonaro (PL) nas imediações da Avenida Paulista, em São Paulo, durante os atos de 7 de Setembro.

A PM e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) atuaram na região da Rua Peixoto Gomide com a Alameda Santos após um grupo se aproximar do espaço reservado a manifestantes de posição oposta.

Imagens que circulam nas redes sociais registraram policiais avançando em direção a pessoas que usavam camisas vermelhas e pretas e protestavam contra Flávio Bolsonaro, que discursaria na Avenida Paulista mais tarde.

Nos vídeos, os agentes lançam artefatos contra o grupo, que se dispersa após a ação policial. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a intervenção ocorreu para impedir um confronto entre grupos antagônicos.

O boletim de ocorrência afirma que equipes da PM faziam policiamento preventivo para o ato de campanha de Flávio Bolsonaro quando decidiram conter manifestantes que se aproximavam do local do evento.

Ainda segundo o registro, o grupo carregava cartazes e objetos. A PM declarou no documento que agiu para evitar confronto e garantir a segurança das pessoas presentes.

O boletim também informa que a corporação usou gás lacrimogêneo e emprego diferenciado da força, conforme o procedimento operacional padrão. O registro sustenta que a ação buscou preservar a integridade física dos participantes do evento, dos manifestantes e dos policiais.

A SSP afirmou que a PM reforçou o policiamento na Avenida Paulista por causa das manifestações previstas para esta segunda-feira. A pasta informou que não houve registro de incidentes graves e que a corporação permaneceu na região para assegurar a segurança e o direito à livre manifestação.

Na Praça Geremia Lunardelli, segundo a SSP, a polícia localizou e prendeu um homem procurado pela Justiça por meio do sistema Muralha Paulista. Durante a prisão, populares tentaram impedir a ação policial, o que levou ao uso da força, conforme a secretaria.

Após a dispersão do grupo, o boletim de ocorrência registra que o policiamento continuou na região e que o ato seguiu dentro da normalidade.