Nesta quarta-feira (2), o Partido Liberal (PL) no Congresso demandou investigações específicas sobre a participação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. A cobrança surge em meio a novas informações ligadas ao escândalo do Banco Master.
O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, apresentou a solicitação durante uma coletiva de imprensa no Congresso. Ele argumentou que as eventuais responsabilidades devem ser atribuídas individualmente às autoridades mencionadas, sem estender as suspeitas às instituições que representam. Conforme o parlamentar, é crucial individualizar as condutas no CPF, e não nas instituições.
O líder do PL ressaltou que a sigla continuará a defender órgãos como o Ministério Público, o STF e a Polícia Federal, mesmo ao cobrar a apuração das ações das autoridades citadas. Ele afirmou que o Ministério Público é uma instituição séria que sempre será defendida, assim como o STF e a Polícia Federal, e que não se deve confundir os possíveis erros de indivíduos com as instituições.
Pressão sobre o presidente do Senado
Além das investigações, o PL planeja intensificar a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O objetivo é que Alcolumbre dê andamento aos processos que tramitam na Casa contra ministros do Supremo. Carlos Portinho (RJ), líder do partido no Senado, indicou que os parlamentares irão pressionar para que os pedidos de impeachment sejam analisados. Essa iniciativa posiciona a atuação do presidente do Senado no centro da ofensiva política da oposição, diante das revelações sobre o Banco Master e as autoridades envolvidas.
Relatório da PF expõe contatos
A mobilização do PL ocorre após o ministro André Mendonça, do STF, tornar público, na terça-feira (1º), um relatório da Polícia Federal. O documento revela mensagens e contatos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. De acordo com o material, as conversas sugerem, entre outros pontos, que Moraes discutia com Vorcaro a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar uma operação que teria o banqueiro como alvo.







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