A Polícia Federal (PF) registrou internamente uma intensa reação contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Membros da corporação interpretaram a atuação do ministro como uma tentativa de desmoralizar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, gerando um sentimento de vingança que se intensificou nos últimos dias.
Um delegado em posição de liderança na Polícia Federal resumiu o clima interno com a afirmação de que “o troco não vai tardar”. A avaliação interna é de que Mendonça estaria conduzindo uma “cruzada” contra Rodrigues, em meio a críticas à sua postura em investigações que envolvem aliados do bolsonarismo.
Motivos da Tensão
Nos bastidores, uma das possíveis reações citadas pela PF está relacionada a críticas sobre o comportamento de Mendonça em investigações que envolvem aliados do bolsonarismo. Integrantes da corporação apontam uma suposta proteção do ministro, ao longo do último ano, a investigados próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A postura de Mendonça, segundo a avaliação interna da PF, teria transcendido divergências pontuais e passou a ser vista como um movimento para enfraquecer Andrei Rodrigues. O diretor-geral da corporação tem sido alvo de críticas em casos sensíveis que envolvem figuras ligadas ao bolsonarismo, o que contribui para o acirramento da tensão entre setores da Polícia Federal e o ministro do STF.
A desconfiança de integrantes da corporação em relação a Mendonça, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, se manifesta na interpretação de suas decisões e movimentações como uma atuação favorável a investigados com vínculos ao bolsonarismo.







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