O deputado federal Aécio Neves (PSDB), postulante a uma vaga no Senado por Minas Gerais, informou à Justiça Eleitoral um patrimônio que alcança R$ 22,5 milhões. Este valor representa um crescimento de quase dez vezes em relação aos R$ 2,3 milhões declarados por ele na eleição de quatro anos atrás, em 2022, ajustados pelo IPCA. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (3) pelo jornal O Globo, com base nos dados disponíveis no DivulgaCand, plataforma da Justiça Eleitoral.

A principal razão para a expressiva elevação patrimonial de Aécio Neves é uma herança recebida após o falecimento de sua mãe, Inês Maria Neves Faria, ocorrido em 2023. Os bens herdados correspondem a aproximadamente R$ 20 milhões do total declarado. Entre esses bens, destacam-se imóveis em Santa Catarina e no Rio de Janeiro, avaliados conjuntamente em R$ 8,60 milhões.

Detalhamento do Patrimônio

A declaração de bens do político também inclui R$ 6,03 milhões em aplicações financeiras e investimentos, além de um imóvel rural avaliado em R$ 3,61 milhões. Houve também um aumento nos valores registrados em outras categorias patrimoniais. As aplicações financeiras, por exemplo, passaram de R$ 365,3 mil para R$ 498 mil na comparação com a eleição de 2022. Os bens classificados como veículos (carros e motos) registraram um salto de R$ 129,8 mil para R$ 542,3 mil.

Os imóveis que Aécio já possuía e declarava anteriormente apresentaram pouca variação em seus valores. Um apartamento em Belo Horizonte teve seu valor ajustado de R$ 220 mil para R$ 222 mil, enquanto um terreno rural permaneceu registrado em R$ 87 mil. A evolução patrimonial ocorre no momento em que o político retorna à disputa por uma cadeira no Senado, tendo registrado sua candidatura na terça-feira (1º) para integrar a chapa encabeçada por Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais.

Contexto da Candidatura

A entrada de Aécio Neves na corrida eleitoral para o Senado ocorreu após algumas desistências de outros candidatos. O PDT cedeu a vaga antes ocupada por Marcelo Heringer, e o tucano Gustavo Galassi também retirou sua candidatura. A substituição foi permitida mesmo após o prazo ordinário de registros, uma vez que a legislação eleitoral autoriza partidos a substituir candidatos que renunciaram dentro do período legal. Inicialmente, Aécio havia indicado que não concorreria nas eleições de 2026, com o objetivo de focar na reestruturação do PSDB, mas sua decisão foi revista após as mudanças nas composições das chapas. A federação PSDB/Cidadania informou ter recebido pedidos de membros para que Aécio reconsiderasse sua decisão e disputasse novamente uma cadeira no Senado.