247 – A oposição de centro-esquerda na Suécia venceu as eleições parlamentares no país e retornará ao comando do governo após quatro anos, informa a agência de notícias francesa AFP. A contagem oficial de votos foi concluída pela Justiça Eleitoral sueca nesta quinta-feira (17) e confirmou que a aliança liderada pelo Partido Social-Democrata obteve a maioria necessária para governar. Além de consolidar a mudança no Poder Executivo, o resultado do pleito marcou o primeiro recuo eleitoral da extrema direita no país desde 2010.
A votação principal ocorreu no domingo (13), mas a apuração total dos votos para as 349 cadeiras do Parlamento sueco levou quatro dias para ser finalizada. Segundo a autoridade eleitoral do país, o bloco de oposição conquistou 176 assentos, garantindo a maioria absoluta. Já a coalizão governista de direita obteve 173 assentos. Com a confirmação da derrota, o atual primeiro-ministro, Ulf Kristersson, de 62 anos, anunciou sua renúncia ao cargo. Embora todos os votos já tenham sido contabilizados, o resultado final ainda passará por uma certificação formal nos próximos dias.
Com a vitória da oposição, a expectativa é que a líder social-democrata Magdalena Andersson retorne ao cargo de primeira-ministra. Conhecida popularmente no país como “Magda”, a política de 59 anos já havia chegado ao topo do Executivo antes de deixar o poder em 2022. Os social-democratas, força política dominante na história da Suécia ao longo de boa parte do século 20, focaram sua campanha na promessa de fortalecer o tradicional Estado de bem-estar social e implementar medidas diretas de apoio financeiro às famílias para combater a elevação do custo de vida.
Durante os meses que antecederam a votação, as pesquisas de opinião indicavam uma vantagem confortável para o bloco liderado por Andersson. Contudo, na reta final da campanha, a distância entre as alianças encolheu progressivamente até configurar um cenário de empate técnico na véspera da eleição. Kristersson tentava assegurar mais quatro anos à frente do Executivo sob a promessa de “tornar a Suécia grande novamente”, utilizando uma adaptação direta do famoso slogan político popularizado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A grande surpresa do pleito, no entanto, ficou por conta do desempenho da extrema direita representada pelo partido Democratas da Suécia (SD). Pela primeira vez desde sua entrada no Parlamento, em 2010, a legenda registrou uma redução no seu número de cadeiras, perdendo a posição de segunda maior força política da Suécia.






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