Rio de Janeiro — O geógrafo, professor e candidato a deputado federal Elias Jabbour afirmou, em entrevista à TV 247, que o enfrentamento ao crime organizado no Rio de Janeiro, e no Brasil, exige ação das forças de segurança, inteligência, controle de fronteiras e retomada de فرصas econômicas nos territórios dominados por facções e milícias.
Força e inteligência
Jabbour rejeitou a ideia de que a resposta ao crime possa depender apenas de operações policiais, mas também disse que não há como enfrentar grupos armados sem coerção do Estado. Segundo ele, a esquerda precisa reconhecer que “o confronto com o crime organizado é inevitável”.
Na avaliação do professor, facções e milícias controlam territórios e não vão deixar essas áreas apenas com políticas sociais. Ele defendeu o aumento de investimentos em inteligência, tecnologia e fiscalização das fronteiras terrestres e marítimas, porque parte das armas e drogas chega aos centros urbanos por rotas internacionais.
Desindustrialização e recrutamento
Jabbour relacionou a expansão do crime organizado à desindustrialização do país e à piora do mercado de trabalho. Para ele, a perda de fábricas e empregos também destruiu o tecido social em periferias, abrindo espaço para que organizações criminosas ocupem parte desse vazio.
O candidato afirmou que jovens são recrutados muito cedo por essas estruturas e citou o caso de adolescentes que recebem entre R$ 600 e R$ 1.000 por mês para atuar armados nas favelas. Ele disse que quer disputar o futuro desses jovens com emprego formal e qualificado.
Para Jabbour, a segurança pública precisa ser tratada junto com a política de desenvolvimento. Ele defende reindustrialização, ampliação da capacidade do Estado e criação de oportunidades de renda para que moradores tenham alternativa ao crime. “Não há saída para a questão do enfrentamento ao crime organizado fora dos marcos da reindustrialização”, afirmou.
Ao falar do tema, Jabbour disse ainda que o arcabouço fiscal não combina com o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e no restante do país. Na visão dele, o poder público precisa investir de forma permanente em pessoal, equipamentos, inteligência e tecnologia para enfrentar o problema na origem e também nos territórios onde as facções atuam.







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