As ações do Nubank registraram uma queda de 10,04% na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (28), encerrando o dia cotadas a US$ 12,23. A desvalorização ocorreu após informações serem divulgadas sobre uma possível aquisição do banco digital britânico Monzo pela Nu Holdings, empresa controladora do Nubank.

Em um período de três meses, os papéis da fintech acumulam uma redução de 7,18%, e a perda em um ano atinge 22,53%. No último sábado (26), a Sky News informou que o Monzo foi procurado para discutir uma potencial combinação com a Nu Holdings. As negociações, segundo a publicação britânica, estariam em fase inicial e poderiam avaliar o banco britânico entre £8 bilhões e £10 bilhões.

Reação do mercado e desafios potenciais

A reação negativa dos investidores reflete a percepção sobre a magnitude que uma eventual transação representaria para o Nubank. Embora a incorporação do Monzo pudesse conceder ao grupo uma presença significativa no Reino Unido e servir como base para uma expansão na Europa, intensificando a concorrência com outros bancos digitais como o Revolut, uma operação desse porte exigiria um investimento considerável e a capacidade de integrar negócios sob diferentes regulamentações.

Este movimento ocorreria em um momento em que o Nubank busca expandir suas operações nos Estados Unidos e consolidar sua atuação em outros mercados internacionais. Analistas do Citi, em relatório, apontaram que uma combinação entre Nubank e Monzo envolveria desafios substanciais de execução. Entre as dificuldades citadas estão a integração de operações bancárias internacionais, o possível aumento do escrutínio por parte das autoridades britânicas, maiores custos de conformidade e uma estrutura de supervisão multinacional mais complexa.

Negociações preliminares e posicionamento do Nubank

O banco também teria que gerenciar operações expostas a diferentes ambientes macroeconômicos, o que adicionaria complexidade à gestão do grupo. Assim, a avaliação do mercado pondera os potenciais ganhos de escala internacional contra os custos financeiros, regulatórios e operacionais associados à transação.

As conversas ainda estão em estágio preliminar e não garantem a concretização de um acordo. A Sky News relatou que o Monzo contratou o Morgan Stanley e a Qatalyst para assessorá-lo na avaliação de suas alternativas estratégicas. A Bloomberg também noticiou que o Nubank manteve discussões para adquirir o Monzo, e que essa operação poderia ser a maior aquisição já realizada pelo grupo. A fintech brasileira declarou que não comenta rumores ou especulações e que comunicará assuntos relevantes aos negócios de forma transparente, clara e ágil. Caso a transação avance, ela representaria uma mudança significativa no modelo de expansão internacional do Nubank, que, em mercados como México e Estados Unidos, tem priorizado a construção gradual de suas operações.