Candidatos à Câmara dos Deputados com grande número de votos, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), "puxaram" colegas de partido para o Congresso Nacional. Esse fenômeno, comum no sistema de votação proporcional brasileiro, permitiu a eleição de 25 deputados em vários estados.

Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira, com mais de três milhões de votos, garantiu não só sua própria cadeira, mas também elegeu outros 13 deputados do PL. Entre os beneficiados estão Marcelo Álvaro Antônio, ex-ministro do Turismo, e Thiago Milhim, que mudou seu domicílio eleitoral para Minas Gerais para aumentar suas chances de eleição.

Já em São Paulo, Lucas Pavanato assegurou sete cadeiras para colegas do PL. Miguel Lombardi, Jefferson Campos, Mário Frias e Paulo Bilynskyj estão entre os que se beneficiaram da votação de Pavanato.

Ainda em São Paulo, Erika Hilton (PSOL/Rede), com mais de 1,5 milhão de votos, também contribuiu para a eleição de Sônia Guajajara. No Ceará, André Fernandes, com 684,3 mil votos, levou Carmelo Neto à Câmara. Em Santa Catarina, Júlia Zanatta, com 560,2 mil votos, elegeu Zé Trovão. No Paraná, Jeffrey Chiquini (Novo), com 425,3 mil votos, contribuiu para a eleição de Paulo Martins.

O sistema de votação proporcional permite que um partido obtenha uma cadeira a cada vez que a soma dos votos em seus candidatos atinge o quociente eleitoral do estado. Candidatos com votações expressivas podem superar esse quociente diversas vezes, abrindo caminho para que outros membros de sua chapa sejam eleitos, mesmo com um número de votos inferior ao quociente. Para serem eleitos dessa forma, os candidatos precisam atingir uma votação mínima de 10% do quociente eleitoral, conforme a cláusula de desempenho individual.

Puxadores de voto em Minas Gerais e no Paraná

Em Minas Gerais, o quociente eleitoral foi de 214 mil votos. Os mais de 3 milhões de votos de Nikolas Ferreira foram suficientes para eleger a si mesmo e mais 13 deputados do PL, cujas votações individuais variaram entre 25 mil e 61 mil votos.

No Paraná, o quociente eleitoral não foi informado, mas a votação de Jeffrey Chiquini, de 425,3 mil votos, foi suficiente para eleger Paulo Martins. Ambos são do partido Novo.