Jussiara Ferreira dos Santos, de 42 anos, que foi brutalmente assassinada em Samambaia, Distrito Federal, no último sábado (29), será sepultada nesta quinta-feira (3) no cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu o ex-companheiro da vítima, João Alberto Mesquita da Silva, de 44 anos, apontado como principal suspeito do homicídio. Uma amiga de Jussiara, Gisele Moreira da Silva, de 42 anos, também foi detida sob suspeita de participação no ataque.

A investigação preliminar sugere que o crime ocorreu após Jussiara ter se negado a entregar R$ 10 aos suspeitos. Uma testemunha informou à polícia que João Alberto e Gisele pretendiam usar o dinheiro para comprar drogas, enquanto a vítima queria comprar um lanche. O ataque aconteceu por volta das 4h da madrugada de sábado.

Detalhes do crime e prisão dos envolvidos

Mesmo ferida, Jussiara conseguiu buscar ajuda na casa de familiares, sendo posteriormente socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga, onde veio a óbito. João Alberto foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Gisele Moreira da Silva, que morava com Jussiara, foi localizada e presa em Águas Lindas de Goiás nesta quarta-feira (2), após ficar foragida. A suspeita é de que ela tenha segurado a vítima enquanto João Alberto a esfaqueava.

Familiares da vítima relataram à polícia que Jussiara e João Alberto haviam mantido um relacionamento anterior e chegado a morar juntos, mas estavam separados. Uma testemunha também afirmou que ele já havia agredido a ex-companheira durante a relação. Horas após o assassinato, João Alberto teria ameaçado uma parente de Jussiara em via pública, declarando que mataria outros membros da família e “terminaria o serviço” no hospital.

Histórico de violência e medidas protetivas

Em 2019, Jussiara havia obtido medidas protetivas contra João Alberto por ameaças. Contudo, a proteção foi revogada a pedido do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, que considerou os elementos insuficientes para iniciar uma ação penal. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios confirmou que não havia medida protetiva em vigor no momento do crime.

João Alberto possui um histórico de violência, incluindo um incidente em 2015, quando foi acusado de esfaquear o companheiro de uma ex-namorada por ciúmes. Em 2025, ele foi detido novamente após ameaçar um vigilante e uma técnica de enfermagem em uma Unidade de Pronto Atendimento, onde foi encontrada uma faca em sua posse. A Polícia Civil do Distrito Federal continua apurando as circunstâncias da morte de Jussiara e a participação dos dois investigados.