O renomado cantor, pianista e compositor italiano Peppino di Capri, considerado uma das figuras mais proeminentes da música italiana do século 20, faleceu neste sábado (11), aos 86 anos. O artista, nascido Giuseppe Faiella, veio a óbito na ilha de Capri, no sul da Itália, onde residia desde o nascimento. A informação foi confirmada por sua família e amplamente divulgada pela imprensa italiana e pelas redes sociais oficiais do músico. A causa da morte não foi revelada. Peppino di Capri completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho e deixa os filhos Igor, Edoardo e Dario. O funeral está agendado para este domingo (12), às 17h (horário local), na antiga Catedral de Santo Stefano, na Piazzetta de Capri.

Carreira e reconhecimento

Com uma trajetória que se estendeu por mais de seis décadas, Peppino di Capri vendeu cerca de 35 milhões de discos e gravou aproximadamente 500 canções. Ele alcançou reconhecimento internacional com êxitos como “Champagne” e “Roberta”, firmando-se como um dos principais embaixadores da música italiana. Ao longo de sua carreira, participou de 15 edições do Festival de Sanremo, o mais prestigiado evento da música popular italiana, conquistando o primeiro lugar em duas ocasiões: em 1973, com “Un grande amore e niente più”, e em 1976, com “Non lo faccia più”. O artista também foi vitorioso no tradicional Festival da Canção Napolitana e, em 2023, recebeu o Prêmio de Carreira no Festival de Sanremo.

Filho de uma família de músicos, Peppino di Capri demonstrou talento precoce. Aos quatro anos, ele se apresentou ao piano para soldados americanos na ilha de Capri durante a Segunda Guerra Mundial. Na juventude, abandonou os estudos de piano clássico para dedicar-se ao rock and roll. Ele formou o Duo Caprese com o baterista Ettore Falconieri, grupo que mais tarde se transformou nos Capri Boys. Influenciados por artistas como Pat Boone e Buddy Holly, eles chegaram a abrir um show dos Beatles na Itália, em 1965.

Após o fim do grupo, o cantor reformulou sua carreira, mesclando rock, twist e a tradição da música napolitana. Essa mudança de estilo o impulsionou ao auge do sucesso nas décadas seguintes, tornando “Champagne” um dos maiores clássicos da música romântica italiana.

Legado duradouro

Peppino di Capri cultivou uma forte conexão com o público brasileiro, realizando diversas apresentações no país e contribuindo para a popularização da música italiana no Brasil. Sua última aparição pública ocorreu em maio deste ano, durante a celebração dos 90 anos de sua irmã, Margherita. Com uma obra que transcendeu gerações, Peppino di Capri deixa um legado inestimável que marcou a história da música italiana e da canção romântica internacional.