O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, divulgou um vídeo no domingo (27) no qual ameaça matar Hassan Salameh, membro do Hamas detido desde 1996. Nas imagens, Salameh aparece algemado dentro de uma cela, rodeado por agentes de segurança. A gravação, que o ministro afirmou ter sido feita cerca de duas semanas antes, mostra Ben-Gvir dizendo a Salameh: “Quero matar você. Quero que você seja executado”.
A atitude do ministro provocou forte reação de organizações palestinas. O Hamas condenou a ameaça, interpretando-a como um sinal de futuros crimes contra palestinos sob custódia israelense e reafirmando seu compromisso com a libertação de seus membros presos. O órgão palestino responsável pelos assuntos dos detidos responsabilizou as autoridades israelenses pela segurança de Salameh.
Reações e contexto político
O Escritório de Informação dos Prisioneiros Palestinos classificou a visita de Ben-Gvir como uma “manobra política e eleitoral barata”, criticando a intimidação de um preso algemado. A manifestação ocorre em um momento politicamente sensível, às vésperas das eleições legislativas israelenses, agendadas para 27 de outubro. A entidade também solicitou medidas de proteção para a vida de Salameh.
A discussão sobre a pena de morte tem ganhado força em Israel. Em março, o Parlamento aprovou, por 62 votos a 48, uma lei que prevê a execução em determinadas condenações por “terrorismo”. Itamar Ben-Gvir e seu partido apoiaram a legislação. Contudo, as novas penas não podem ser aplicadas retroativamente, o que significa que a norma não se aplica aos crimes pelos quais Salameh foi condenado.
Acusações de maus-tratos em prisões
A ameaça do ministro se soma a outras denúncias feitas por palestinos sobre as condições nas prisões israelenses, que incluem acusações de alimentação insuficiente, agressões e falta de atendimento médico. Em setembro de 2025, a Suprema Corte israelense ordenou que o serviço penitenciário implementasse medidas para garantir que a quantidade de comida fosse compatível com as exigências legais. O órgão prisional, por sua vez, afirma que fornece alimentação de acordo com a lei e as decisões judiciais.







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