O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou as redes sociais, nesta quinta-feira (3), para criticar a atuação da oposição no Congresso Nacional contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa encerrar a escala de trabalho 6x1. Lula afirmou que o país presenciou, mais uma vez, as posições dos parlamentares e acusou a oposição, liderada por quem ele identificou como o coordenador da campanha de seu oponente na corrida presidencial, de agir para bloquear o avanço da proposta no Senado.

A manifestação presidencial surge após tentativas de votação da matéria na casa legislativa. O presidente ressaltou a necessidade de a população identificar quais parlamentares apoiam a mudança e quais buscam barrá-la. A PEC é defendida por seus proponentes como uma medida que garantirá maior período de descanso aos trabalhadores, sem que isso implique em redução salarial.

Argumentos e defesas

Lula também contestou os argumentos de setores que se opõem à PEC, os quais sugerem que a aprovação do fim da escala 6x1 poderia prejudicar a economia. Ele fez um paralelo com a resistência enfrentada por direitos trabalhistas já estabelecidos, como as férias remuneradas e o 13º salário, afirmando que a história se repete desde o fim da escravidão, com alegações de que o país 'quebraria'.

O presidente buscou relacionar a discussão ao impacto da jornada de trabalho na vida cotidiana dos trabalhadores. Para ele, o que realmente prejudica a sociedade não é a expansão de direitos, mas o esgotamento físico, mental e familiar decorrente de uma rotina de trabalho exaustiva. Ele argumentou que a saúde mental e a qualidade de vida familiar são comprometidas, levando à desmotivação e à queda da produtividade.

Apelo aos trabalhadores

Lula mencionou ainda a sobrecarga dos trabalhadores que, mesmo após seis dias de expediente, dedicam o dia de folga a afazeres domésticos. Ele declarou que esse grupo está "cansado de esperar" por uma alteração na legislação. O presidente concluiu sua mensagem reafirmando o compromisso com esses trabalhadores e a mobilização pelo fim da escala 6x1.