A loja de vestidos de luxo My Vintage Dress, situada na zona Oeste de São Paulo, encontra-se no centro de uma polêmica após a interrupção da produção de peças contratadas por noivas. Clientes, muitas com casamentos marcados para os próximos meses, denunciam a empresa por estelionato, alegando falta de informações e entrega dos vestidos. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou o registro de boletins de ocorrência sob a tipificação de estelionato, que serão analisados individualmente pelas autoridades.

A crise se intensificou após um grupo de noivas se reunir em frente ao estabelecimento na terça-feira (1º), buscando explicações sobre seus pedidos. A loja, por sua vez, justificou a paralisação das atividades afirmando ter recebido ameaças e que seus funcionários estariam receosos de retornar ao trabalho. A My Vintage Dress comunicou a suspensão provisória da fabricação devido a “graves situações internas”, sem, contudo, detalhar os motivos da interrupção.

Repercussão e denúncias

A falta de clareza da empresa aumentou a apreensão entre as noivas, especialmente aquelas com celebrações agendadas para outubro e novembro. Muitas clientes afirmam ter descoberto sobre a paralisação por meio de redes sociais e grupos de mensagens, sem receberem um comunicado oficial da loja. A incerteza sobre a entrega dos vestidos e a devolução dos valores pagos tem gerado grande insatisfação.

A loja alega que, durante a manifestação, mais de 50 pessoas teriam invadido o estabelecimento sem autorização, levando à necessidade de reforço na segurança e à retirada de algumas peças do local. Após o incidente, a empresa removeu os vestidos que estavam em exposição. Nomes como Mari Sgarbosa, Mayra Fernandes e Giulia Vazri estão entre as clientes afetadas, expressando surpresa e insegurança com a situação.

Medidas e investigações

A My Vintage Dress informou que está priorizando a conclusão e entrega dos vestidos para casamentos mais próximos, mas não divulgou um cronograma público para os demais contratos. Em comunicado nas redes sociais, a empresa também atribuiu a dificuldade de retomar as atividades ao clima de tensão gerado pelos recentes acontecimentos, citando o receio dos funcionários em retornar ao trabalho devido às supostas ameaças.

Enquanto as noivas buscam respostas, as denúncias chegam às autoridades. A SSP confirmou que os registros estão sendo investigados como estelionato, mas ressaltou que a tipificação inicial não implica em comprovação do crime. As investigações policiais analisarão cada denúncia, verificando contratos, pagamentos e o possível descumprimento das obrigações para identificar conduta criminosa.