O influenciador Lito Sousa, de 59 anos, deixou o Hospital Israelita Albert Einstein na última terça-feira (1º) para continuar seu tratamento em casa, sob cuidados paliativos e regime de home care. Ele estava internado há aproximadamente três semanas e foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica degenerativa, progressiva e incurável, conforme confirmado por sua esposa, Mila Seidl.
A residência da família passou por adaptações significativas para se assemelhar a um ambiente hospitalar, garantindo a infraestrutura e os equipamentos necessários para a assistência contínua. Mila Seidl detalhou que o atendimento domiciliar contará com uma equipe de quatro enfermeiros diariamente, distribuídos em dois por turno. Paralelamente, a família explora a possibilidade de inclusão de Lito em estudos experimentais, mesmo ciente da ausência de terapias capazes de reverter a doença.
Adaptações no Lar para Acolher Lito
As modificações na casa foram intensas para acomodar a nova rotina de Lito. Mila compartilhou nas redes sociais o processo de remoção de portas e do box do banheiro, além de ajustes em corredores para permitir a circulação de equipamentos e profissionais. O antigo quarto de hóspedes, localizado no térreo, foi escolhido para ser o espaço de Lito, facilitando o acesso e evitando obstáculos como degraus. “A gente tá tentando organizar a casa para receber ele com todo carinho e amor nessa nossa nova rotina, que se Deus quiser vai ser de muita vitória”, afirmou Mila.
Nesse quarto, a família instalou uma cama hospitalar motorizada, uma poltrona e equipamentos de apoio para banho e locomoção. Uma cadeira de rodas motorizada também foi cedida para teste, na esperança de preservar parte da autonomia de Lito. Além da estrutura médica, a casa está sendo preparada para guardar presentes, cartas e mensagens de fãs e empresas parceiras, que Lito poderá abrir quando estiver instalado.
Sobre a Doença de Creutzfeldt-Jakob
A doença de Creutzfeldt-Jakob é classificada pelo Ministério da Saúde como uma enfermidade priônica rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Os sintomas iniciais geralmente incluem demência, perda de memória e tremores, entre outros sinais neurológicos. A condição está ligada aos príons, partículas infecciosas formadas por proteínas, conhecidas por sua alta resistência a processos físico-químicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece critérios para classificar os casos como possíveis, prováveis ou definitivos, com base em sintomas, exames e histórico. A confirmação definitiva da doença, conforme os critérios do Ministério da Saúde, só é possível por meio de necropsia, com análise neuropatológica de fragmentos cerebrais e testes histopatológicos ou imunohistoquímicos.







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