Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encaminharam a membros da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um conjunto de informações e documentos. Este material detalha mensagens que indicam uma proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O objetivo é impulsionar a reativação das sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro. A referida lei já havia sido aplicada pelo governo dos EUA contra Moraes em julho de 2025, mas foi revogada meses depois.
Detalhes da documentação enviada
O material enviado aos EUA veio a público após o ministro André Mendonça, relator das investigações do caso envolvendo o Banco Master no STF, levantar o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF) na terça-feira (1º). O documento expõe o teor das conversas e interações entre o magistrado e o empresário. A iniciativa de enviar esse dossiê às autoridades americanas foi liderada pelo influenciador Paulo Figueiredo, que reside nos Estados Unidos. O dossiê foi encaminhado a auxiliares da Casa Branca, membros do Departamento de Estado e figuras influentes ligadas ao governo norte-americano.
As conversas recuperadas pela PF revelam encontros presenciais entre Moraes e Vorcaro no apartamento particular do magistrado, em São Paulo, além de uma colaboração na organização de um fórum de debates jurídicos em Londres. Um dos trechos destacados no documento mostra uma troca de mensagens dois dias antes da prisão de Vorcaro, na qual o banqueiro consultou o ministro sobre a segurança de uma viagem ao exterior. A tentativa de saída do país foi frustrada, e o empresário foi detido no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, enquanto se preparava para embarcar.
Além das interações diretas, o inquérito policial detalha os laços profissionais entre empresas ligadas a Daniel Vorcaro e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Um dos contratos firmados entre as partes estabelecia o pagamento de 36 parcelas mensais de R$ 3 milhões. A prestação de serviços incluía representação e atuação do escritório em investigações e inquéritos das polícias Federal e Civil, bem como a condução de processos administrativos.







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