Um jovem em Brasília teve a mandíbula deslocada ao bocejar, necessitando de atendimento médico de emergência. O caso, divulgado pela família na sexta-feira (28), chamou a atenção nas redes sociais. O rapaz foi inicialmente levado a um hospital, onde recebeu avaliação, mas precisou ser transferido para o Hospital de Base, pois a unidade não dispunha do especialista necessário para recolocar a articulação.

Após ser encaminhado por ambulância, a mandíbula do paciente foi reposicionada no Hospital de Base. Imagens gravadas pela irmã registraram o processo, desde a chegada ao primeiro hospital até a transferência e o procedimento de recolocação. O jovem passa bem depois do ocorrido.

Entenda a luxação de mandíbula

O cirurgião-dentista Thales Caldeira explicou que um bocejo pode causar luxação quando a abertura da boca excede o limite da articulação temporomandibular (ATM). Nesses casos, a mandíbula pode se prender à frente, impedindo o retorno espontâneo.

Segundo o especialista, a ocorrência é mais comum em pessoas com ligamentos frouxos, hipermobilidade articular, histórico de luxações ou alterações na ATM, mas pode afetar qualquer indivíduo com um bocejo muito amplo. Uma luxação real da mandíbula impossibilita fechar a boca sem intervenção médica e pode causar dor intensa, dificuldade para falar ou engolir, aumento da salivação e espasmos musculares.

Caldeira ressaltou que o tempo é crucial no tratamento, pois quanto mais a mandíbula permanece fora da posição, maior a contração muscular, dificultando o reposicionamento. Para prevenir luxações, ele recomenda evitar a abertura excessiva da boca, seja ao bocejar, comer alimentos grandes ou em situações que exijam a boca aberta por tempo prolongado.

O especialista sugere apoiar levemente a mandíbula com a mão ao bocejar para limitar a abertura. A mesma precaução é válida ao morder alimentos grandes e durante procedimentos odontológicos que mantenham a boca aberta por muito tempo.