Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, demonstra grande satisfação com o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. A informação foi dada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após uma visita na prisão domiciliar em Brasília, nesta terça-feira (13).

O senador obteve autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda-feira para encontrar-se com o pai. Esta visita ocorreu após um período de mais de três meses de proibição de encontros presenciais. A condição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes para o encontro foi a de que não houvesse fins políticos ou eleitorais, considerando a proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Reação de Bolsonaro e a Campanha de Flávio

Flávio Bolsonaro, que compete contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, afirmou à imprensa que seu pai "está bem humorado, está satisfeito com o trabalho que vem sendo feito, está esperançoso que o Brasil vai mudar". O ex-presidente, de 71 anos, também foi descrito como "muito alegre com o resultado dessas eleições, com o primeiro turno", sentindo-se "muito feliz de ter sido ouvido pela maioria do povo brasileiro".

A visita de Flávio Bolsonaro durou menos de uma hora na residência onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos. O candidato, de 45 anos, alcançou 47% dos votos no primeiro turno, superando os 45% de Lula, de 80 anos.

Restrições e Condenação de Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro tem sido uma figura central para a direita brasileira, e sua imagem é frequentemente utilizada nas manifestações de apoio ao filho. Flávio Bolsonaro prometeu anistiar seu pai caso seja eleito presidente. A proibição de visitas ao ex-presidente vigorava desde julho, após a divulgação de uma carta de apoio à campanha do filho em uma transmissão online, o que foi considerado pelo ministro Alexandre de Moraes como violação das restrições de manifestação em redes sociais.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar por questões de saúde, decorrentes de uma facada sofrida em 2018. Ele foi condenado por planejar uma tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022. Em 4 de outubro, o Brasil elegeu um Congresso com maioria conservadora, o que poderia facilitar a aprovação de uma lei de anistia proposta por Flávio Bolsonaro, visando beneficiar tanto seu pai quanto outros indivíduos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.