O Irã conduziu uma série de ataques com mísseis e drones contra bases militares e outros alvos dos Estados Unidos em território do Kuwait, Bahrein, Jordânia e Iraque. Os ataques, iniciados na terça-feira (1º) e continuados na quarta-feira (2), foram uma resposta a bombardeios estadunidenses anteriores que, segundo o Ministério da Saúde iraniano, resultaram em mortes e feridos no país. A Guarda Revolucionária iraniana e a mídia estatal do Irã divulgaram as informações, que foram corroboradas por autoridades de nações vizinhas.

Teerã também reportou que dois petroleiros explodiram e pegaram fogo após colidirem com minas navais no estratégico Estreito de Ormuz, uma importante rota de transporte de petróleo global.

Alvos e impactos dos ataques

No Kuwait, a base aérea Ali Al Salem foi atingida na terça e quarta-feira. A Guarda Revolucionária iraniana declarou que mirou alojamentos de um comandante americano e estruturas ligadas à operação de drones. Além disso, no Kuwait, um drone iraniano foi creditado por autoridades locais como causa de um incêndio em um complexo residencial na capital, que foi controlado sem registro de vítimas.

No Bahrein, um ataque de "larga escala" com drones e mísseis foi direcionado a uma base militar dos EUA, conforme a mídia estatal iraniana. As defesas aéreas bareinitas informaram ter interceptado drones iranianos. A Jordânia também teve seu espaço aéreo invadido, com mísseis balísticos lançados pelo Irã. As Forças Armadas jordanianas interceptaram 10 dos 13 mísseis e reportaram que três caíram em áreas remotas, sem causar vítimas. A Guarda Revolucionária ainda informou um "ataque combinado" de mísseis e drones contra bases dos EUA em Erbil, no Iraque, também na terça-feira.

Incidentes no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana alegou que dois petroleiros sofreram incêndios após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado, as embarcações estariam transitando por uma rota considerada "ilegal" por Teerã. O braço militar iraniano afirmou que os navios teriam solicitado ao Exército dos Estados Unidos para usar a rota proibida, colidindo então com as minas e explodindo. As embarcações teriam ficado "em chamas". Até o momento, as autoridades marítimas não confirmaram oficialmente os incidentes.