Neste domingo (25), o jurista Alfredo Attié expressou preocupação com possível anulação do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Durante entrevista ao programa especial de apuração das eleições de 2026 da TV Fórum, Attié questionou a resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos problemas de deslocamento de eleitores registrados na votação.
O jurista criticou especialmente a demora do TSE em agir após receber denúncias sobre falta de transporte. O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, teria sido informado dos problemas por volta das 13h30, mas não acionou medidas imediatas. Na avaliação de Attié, essa omissão criou instabilidade institucional e prejudicou o funcionamento do pleito.
Conexão com tentativa de golpe de 2022
O jurista relacionou os problemas deste domingo com o contexto da tentativa de golpe de Estado de 2022. Segundo sua interpretação, o grupo que respaldou o golpe anterior e que agora tem candidato na disputa presidencial teria provocado deliberadamente o caos para comprometer a legitimidade da eleição e viabilizar sua anulação.
Attié comparou a reação do TSE de hoje com a de 2022. Naquele segundo turno, quando houve obstrução de rodovias, o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, agiu com rapidez, advertindo o comandante da Polícia Rodoviária Federal sobre risco de prisão se a obstrução continuasse. O jurista também se preocupou com o impacto da falta de transporte em eleitores de menor renda, dependentes do serviço para chegar às urnas.
Quando perguntado diretamente sobre a possibilidade de anulação, Attié respondeu afirmativamente, mas alertou que tal medida teria consequências políticas graves. Manteve sua convicção de que os problemas foram criados propositalmente para viabilizar um novo golpe de Estado.
Decisão do STF e TSE sobre prorrogação
O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral divulgaram notas por volta das 18h deste domingo para esclarecer a aplicação da prorrogação de duas horas na votação. O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou que a extensão valesse apenas nas seções onde as urnas ainda não haviam sido encerradas. O TSE confirmou a orientação, ressalvando que nas urnas já fechadas os votos seriam contabilizados conforme os procedimentos padrão.
A prorrogação foi acionada após relatos de dificuldades enfrentadas por eleitores para chegar aos locais de votação, levantando questões sobre possível violação do direito ao voto, especialmente entre quem depende do transporte público.
As observações de Attié refletem sua interpretação dos acontecimentos. A existência de uma ação deliberada para prejudicar eleitores ou provocar a anulação não está demonstrada pelas informações apresentadas na entrevista.







Comentários
Seja o primeiro a comentar.