247 – O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou nesta terça-feira (15) ter mantido uma relação de proximidade com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A declaração ocorreu durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Gonet afirmou que o único encontro presencial com Vorcaro ocorreu em abril de 2024, na presença de diversas autoridades. Segundo ele, também houve uma ligação telefônica intermediada por um advogado, mas a conversa foi breve.

“Não existe, nem tive, relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que tive com ele se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal”, afirmou.

Durante a sessão, o procurador-geral também mencionou manifestação do ministro André Mendonça sobre os elementos reunidos no caso. Gonet disse ter recebido de forma positiva a avaliação de que o material não apontaria para a prática de irregularidades por parte do chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Eu fico feliz que o ministro André Mendonça tenha reconhecido que não havia nada do que foi colhido que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República”, declarou.

Gonet defende atuação do Ministério Público

Gonet também defendeu a atuação do Ministério Público Federal (MPF) nas investigações relacionadas ao Banco Master. De acordo com o procurador-geral, integrantes do órgão que atuam na primeira instância e a própria PGR trabalharam para esclarecer os fatos e avançar na persecução penal.

“Quem analisa os fatos sem viés verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto”, afirmou. O procurador-geral ainda declarou que uma autoridade com foro por prerrogativa de função somente pode ser investigada após iniciativa do Ministério Público.

Ao final de sua manifestação, Gonet voltou a agradecer a André Mendonça pela referência à “ausência de qualquer dúvida” sobre a idoneidade do trabalho realizado pela PGR.