A Polícia Civil do Paraná e a Secretaria de Estado da Segurança Pública intensificaram as ações contra engenharia social no Norte do Paraná em julho, após operações em Londrina e Cambé contra estelionato eletrônico e falsificação de cartões.

As investigações apontam que a prática mais frequente na região envolve sites falsos de e-commerce e leilões. Nessas páginas, criminosos capturam dados bancários das vítimas e repassam as informações para terceiros no mercado ilegal.

Depois disso, o grupo faz compras de produtos de luxo e saques indevidos em bancos digitais. Outro golpe recorrente é a falsa central de atendimento, em que o estelionatário envia mensagens por aplicativo e simula uma transação suspeita na conta do usuário.

Fraudes crescem no segundo semestre

Nesse tipo de abordagem, a vítima é orientada a fazer transferências emergenciais para evitar supostos bloqueios de valores. Dados do Núcleo de Combate aos Cibercrimes indicam que fraudes virtuais sobem no segundo semestre e atingem principalmente consumidores desatentos.

Para reduzir o risco, a orientação é ativar a verificação em duas etapas em aplicativos de mensagem e contas bancárias. As plataformas oficiais não pedem senhas nem transferências via Pix para validação de segurança.

Também é recomendado desconfiar de ofertas com preços abaixo do mercado em redes sociais, conferir o endereço da página web, verificar o CNPJ do vendedor no portal da Receita Federal e manter os softwares dos dispositivos atualizados. Se houver transação indevida, a pessoa deve avisar a instituição financeira e solicitar o Mecanismo Especial de Devolução do Pix. Também é preciso registrar boletim de ocorrência na Delegacia Eletrônica ou junto ao NUCIBER, com comprovantes, capturas de tela e números de telefone usados no golpe.