A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta quarta-feira (8) a Operação Fundo Falso para desarticular um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes relacionados ao FGTS em Londrina e Ibiporã. A ação resultou em 6 prisões temporárias e 7 mandados de busca e apreensão. Segundo o delegado Vitor Dutra de Oliveira, 17 vítimas foram identificadas durante a investigação, mas o número pode aumentar, já que denúncias continuam chegando.
Os criminosos atraíam trabalhadores com promessas de liberação de valores do FGTS, antecipação de recursos ou migração de empréstimos para modalidades supostamente mais vantajosas. As vítimas recebiam links falsificados, faziam reconhecimento facial e assinavam documentos eletrônicos. O detalhe mais grave: em vez de autorizar procedimentos relacionados ao fundo, os documentos formalizavam empréstimos consignados em nome das vítimas. Após a liberação do dinheiro, os criminosos pediam transferências de parte dos valores para contas indicadas, justificando que era necessário para concluir a operação. Só depois as vítimas percebiam que haviam contraído uma dívida com descontos mensais no salário.
Os suspeitos usavam ainda outro método: criavam sites parecidos com portais oficiais para extrair informações pessoais. Enviavam notificações falsas de saque disponível pelo WhatsApp, SMS ou e-mail, com links para essas plataformas fraudulentas. Após preencher um questionário, a vítima entregava dados que os criminosos usavam para fazer saques não autorizados do FGTS ou contratar empréstimos.
Principais sinais de alerta
Fique atento se receber promessas de liberação imediata do FGTS, pois o fundo só pode ser sacado em situações específicas como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel ou doenças graves. Desconfie também se solicitarem reconhecimento facial ou assinatura de documentos eletrônicos. Criminosos usam esses recursos para formalizar contratos de empréstimo sem que você perceba. Nunca clique em links recebidos por WhatsApp, SMS ou e-mail que prometem benefícios relacionados ao FGTS — a Caixa Econômica Federal nunca envia mensagens assim. Se alguém pedir para transferir parte do dinheiro recebido para terceiros, é um golpe: nenhuma operação legítima de FGTS exige isso.
Toda consulta sobre o FGTS deve ser feita exclusivamente pelo aplicativo oficial "FGTS", pelo site da Caixa Econômica Federal ou presencialmente em uma agência. Sempre digite o endereço no navegador em vez de usar links recebidos. Verifique regularmente seus extratos para identificar saques não autorizados. Se encontrar algo suspeito, denuncie em uma agência da Caixa ou pelo telefone 0800 726 0101. Sites ou links suspeitos podem ser reportados para a Caixa pelo e-mail [email protected].
Se você caiu no golpe: reúna todas as provas, principalmente o extrato da conta na Caixa e prints de mensagens ou e-mails falsos. Registre um boletim de ocorrência presencialmente na delegacia mais próxima, pela Delegacia Eletrônica (delegaciaeletronica.pr.gov.br), pelo telefone 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia). Com o boletim em mãos, vá à Caixa e abra uma contestação de saque — o banco tem até 60 dias para responder. Se foi feito um empréstimo consignado fraudulento, comunique imediatamente o setor de RH da sua empresa e a instituição financeira. Caso a Caixa negar o ressarcimento, procure um advogado.







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