O Procon-LD emite alerta sobre o aumento de anúncios falsos de casas de temporada com a aproximação das férias de fim de ano em Londrina. Criminosos criam publicações na internet se passando por proprietários e oferecem hospedagens com preços muito abaixo do mercado para atrair potenciais hóspedes.
A fraude funciona quando o golpista copia fotos de imóveis reais e cria seus próprios anúncios. O criminoso cobra pressa na negociação e exige o pagamento integral via Pix para garantir a suposta reserva. Ao chegar ao destino da viagem, a família descobre que a casa não existe ou pertence a outra pessoa.
O diretor executivo do Procon-LD, Kenedy de Brito, recomenda validar a existência do imóvel antes de qualquer transação. É fundamental desconfiar de locadores apressados e ofertas irrealistas divulgadas nas redes sociais. Peça a matrícula do imóvel ou autorização do proprietário legítimo. Um contrato formal assinado, plataformas oficiais que retêm o pagamento até a entrada, e contas bancárias que correspondam ao nome do contrato também aumentam a segurança.
Caso caia no golpe, a vítima deve contatar o banco imediatamente. O Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite contestar a transferência de Pix em até 80 dias. Se a fraude ocorreu via cartão de crédito, solicite o estorno junto à operadora. A fraude configura crime de estelionato e exige o registro de Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Reúna todas as provas, como imagens, contratos e comprovantes de pagamento.
A Lei do Inquilinato e o Código de Defesa do Consumidor protegem os locatários em fraudes desse tipo. Se a reserva for feita por uma imobiliária ou plataforma, a empresa é responsável solidariamente pelas falhas. O anúncio tem valor de contrato e obriga o cumprimento das condições ofertadas.






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