O candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT) acusou, na sexta-feira (26), a Meta de censura e interferência eleitoral após ter uma postagem removida do Instagram. O conteúdo excluído tratava de uma análise sobre a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A publicação removida discutia a decisão de Mendonça referente a uma postagem do humorista Antônio Tabet, que mencionou uma “família miliciana” sem citar nomes. Freixo argumentou que o próprio ministro, em sua decisão, associou o termo “família miliciana” ao clã Bolsonaro. O vídeo de Freixo, antes de ser removido, destacava essa associação e detalhava as supostas ligações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com integrantes de milícias.
Acusações de favorecimento e ilegalidade
Freixo enfatizou que o material postado não propagava notícias falsas, mas sim informações sobre o histórico de relações do parlamentar fluminense. “Além de censura, essa ação da Meta, mais uma vez, favorece a candidatura de Flávio Bolsonaro, numa clara interferência nas eleições brasileiras”, declarou o político, sugerindo que a conduta das plataformas digitais compromete a igualdade no pleito.
O político contextualizou a denúncia ao lembrar de outros eventos recentes envolvendo grandes empresas de tecnologia na política nacional, como a suspensão da conta de anúncios da campanha do presidente Lula (PT) na mesma plataforma e restrições impostas pelo X (antigo Twitter) ao perfil oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Ataque à soberania e medidas legais
Classificando a situação atual como “grave”, Freixo afirmou que as multinacionais de tecnologia estariam agindo de forma ilegal e tendenciosa, o que configuraria um ataque direto à soberania nacional. Diante do ocorrido, o candidato informou que está acionando a Meta extrajudicialmente com o objetivo de reverter o bloqueio e restabelecer a publicação original.







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