Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (3) uma nova rodada de sanções contra Cuba, que inclui Fidel Ernesto Castro Calis, neto do ex-presidente cubano Raúl Castro. Além dele, o Banco Exterior de Cuba e outras quatro entidades financeiras e econômicas foram atingidas pelas medidas norte-americanas.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, as sanções visam estruturas que sustentam o governo cubano, especialmente aquelas que exploram recursos naturais ou reservas de energia. As ações são parte da estratégia da gestão Donald Trump para intensificar a pressão sobre Havana, buscando uma "Cuba livre", conforme declarado pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Pressão sobre a liderança cubana
Essa não é a primeira vez que Washington impõe sanções a figuras importantes do governo cubano. O presidente Miguel Díaz-Canel e outros membros da família Castro já foram alvos de medidas anteriores. A nova rodada aprofunda a ofensiva diplomática e econômica dos EUA, buscando desarticular redes financeiras e mecanismos de poder ligados à família Castro, considerados ilícitos pelos norte-americanos.
A inclusão do Banco Exterior de Cuba indica a intenção de Washington de atingir canais estratégicos para a movimentação financeira internacional da ilha. As demais entidades sancionadas estariam relacionadas à exploração de recursos econômicos em benefício do governo cubano.
Contexto de crise em Cuba e reação de Havana
As sanções ocorrem em um momento de agravamento da crise econômica em Cuba, com dificuldades no fornecimento de energia, escassez de combustível e produtos básicos, além da queda do turismo. Em resposta, as autoridades cubanas aprovaram um pacote de 176 medidas para atrair investimentos privados e estrangeiros, o que pode representar uma significativa abertura econômica.
O governo cubano critica o endurecimento das sanções, alegando que dificultam o diálogo diplomático e agravam os problemas da população. A ofensiva de Washington intensifica a tensão entre os dois países, enquanto Cuba busca alternativas para enfrentar a crise e obter financiamento externo.







Comentários
Seja o primeiro a comentar.