A Ericsson, empresa sueca de equipamentos de telecomunicações, anunciou a simplificação de sua estrutura operacional. O objetivo é aumentar o foco no cliente e a eficiência, mas a companhia alerta que o aumento dos custos de componentes deve impactar a rentabilidade no próximo ano.
A partir de 1º de janeiro, será criada uma nova área de mercado para a Ásia-Pacífico (APAC). Esta nova divisão reunirá os mercados atuais do Nordeste Asiático e do Sudeste Asiático, Oceania e Índia. A empresa informou que essa integração permitirá operações mais eficazes na região, mantendo a atenção em cada país e cliente. Patrick Johansson, que atualmente lidera a região Europa, Oriente Médio e África (EMEA), comandará a nova área APAC. Um novo chefe para a EMEA será recrutado.
Per Narvinger, CEO da Ericsson, afirmou que a mudança permitirá “agir mais rápido, melhorar a responsabilização e apoiar melhor nossos clientes em um mercado em transformação”. O anúncio foi feito no mesmo dia em que a empresa divulgou o aumento orgânico de 9% nas vendas do terceiro trimestre de seu principal negócio de redes. Esse crescimento foi impulsionado por entregas de projetos no Japão e na Índia, além da modernização e expansão de redes no Oriente Médio. As vendas de redes na América do Norte também registraram um leve crescimento, e o resultado consolidado foi beneficiado por maiores receitas de licenciamento.
A margem bruta ajustada do segmento de redes alcançou 50,3% no terceiro trimestre, superando a expectativa da empresa, que era de 48% a 50%. Para o quarto trimestre, a Ericsson projeta uma margem entre 49% e 51%. Apesar do bom desempenho da margem, a empresa reiterou as pressões de custos, especialmente o aumento dos preços dos semicondutores. A expansão da infraestrutura de inteligência artificial tem causado escassez e elevação dos preços dos chips de memória. A Ericsson busca mitigar esse impacto compartilhando custos com clientes e fornecedores e substituindo produtos.
Narvinger destacou que, “olhando adiante, o mercado de redes de acesso por rádio está estável, a incerteza geopolítica segue elevada e os custos de componentes serão um vento contrário para a margem bruta no próximo ano”. Ele acrescentou que a empresa permanecerá próxima aos clientes, priorizando a liderança tecnológica e tomando ações para fortalecer a competitividade.
No terceiro trimestre, a Ericsson registrou lucro antes de juros e impostos (Ebit) de 8,86 bilhões de coroas suecas (US$ 883,9 milhões), superando as expectativas dos analistas (7,12 bilhões). As vendas avançaram 5,8%, atingindo 59,48 bilhões de coroas, também acima da estimativa de 55,28 bilhões. Contudo, a margem bruta do grupo recuou de 47,6% para 47,1%.
Esses são os primeiros resultados sob a liderança do novo CEO, Per Narvinger, que assumiu o cargo em 1º de outubro, sucedendo Börje Ekholm.







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