A sabedoria popular vai mostrar, de maneira muito sólida, que algumas coisas não mudam: desde o pau que nasce torto e nunca se endireita até aquele evento que pode acontecer uma vez e nunca mais, mas que, se ocorrer pela segunda vez, certamente acontecerá pela terceira.
A milícia é um poder paralelo real, com forte presença no Rio de Janeiro, e não é de hoje que se sabe da realidade desse poder. Não é de hoje também que se sabe que a família Bolsonaro tem ligações diretas com o paramilitarismo.
Essas conexões contam com fatos concretos e conhecidos: Flávio Bolsonaro concedeu a Medalha Tiradentes a Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, além de empregar a mãe e a ex-mulher do miliciano em seu gabinete na Alerj, onde Fabrício Queiroz atuava como operador das “rachadinhas”.
Recentemente, revelou-se que uma assessora de Flávio, conhecida como “Fafá de Flávio Bolsonaro”, foi pega em mensagens negociando quase R$ 200 mil em emendas parlamentares com Robson Calixto Fonseca, o “Peixe”, condenado por integrar a milícia dos irmãos Brazão — apontados como mandantes do assassinato de Marielle Franco. A assessora orientava Peixe a procurar Chiquinho Brazão para reforçar a liberação da verba a uma ONG sob suspeita de desvio.
Além das teias milicianas, surgem conexões com investigados por ligação ao Comando Vermelho: Gutemberg Fonseca, aliado e indicado por Flávio para o Governo do Estado do Rio de Janeiro, aparece em mensagens tratando de favores com a liderança “Índio do Lixão”; aliados como TH Joias e Alessandro Pitombeira Carracena viraram réus por suspeita de ligação com a facção; e Rodrigo Bacellar tornou-se réu no STF por suspeita de obstruir a investigação para favorecer TH Joias e o grupo criminoso.
Não à toa, o patriarca da família, Jair Bolsonaro, é oriundo de uma banda podre do Exército e foi afastado da corporação, sendo natural que habite o submundo do poder paralelo, que não consegue viver dentro da institucionalidade.
O alerta está dado e é responsabilidade de cada brasileiro olhar com uma lupa as relações da família Bolsonaro com a milícia carioca. Cada cidadão precisa ter uma análise crítica apurada para decidir se dará poder a um setor da sociedade que vive totalmente à margem da lei, com histórico de assassinatos, torturas e agressões físicas.






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