A conduta do ministro André Mendonça em relação a um inquérito que envolve o Banco Master e Alexandre de Moraes foi alvo de críticas, com questionamentos sobre a morosidade e o caráter de espetáculo atribuído às suas ações. A análise sugere que cada indivíduo deve lidar com suas próprias dificuldades, citando o ditado popular “Ema, ema, ema, cada um com seus problemas”, e indica que as investigações envolvendo Moraes deveriam ser conduzidas com discrição.

A percepção é que o comportamento de Mendonça tem como objetivo desviar a atenção, oferecendo respaldo à extrema-direita em um cenário eleitoral. Alega-se que o ministro estaria prevaricando ao não dar andamento célere ao caso do Banco Master, possivelmente para proteger grupos políticos específicos que o apoiaram em sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa inação é interpretada como uma forma de interferir nas eleições, criando fatos para afastar um escândalo de um candidato da oposição.

Ações de Mendonça e o conceito de prevaricação

No direito penal brasileiro, a prevaricação é um crime cometido por funcionário público contra a administração em geral, que se configura quando o servidor intencionalmente retarda, deixa de praticar ou age contra a lei em um ato de ofício. A crítica é que André Mendonça prevarica ao "esquecer" de dar andamento célere ao inquérito do Banco Master, com o objetivo de beneficiar a extrema-direita e o neopentecostalismo ultraliberal que o apoiaram.

É ressaltado que Mendonça não erra ao investigar, mas sua falha reside em transformar uma questão delicada em espetáculo e cometer crime ao paralisar o caso do Banco Master. Enquanto as questões de Alexandre de Moraes seriam problemas individuais, o ministro é acusado de transformá-las em um "show da vida".

Contexto político e acusações

O texto aponta que Alexandre de Moraes é visto como uma figura de centro-direita, com ligações políticas e sociais que o conectam a figuras como Michel Temer, Jair Bolsonaro e Ibaneis Rocha. O Banco Master é associado à extrema-direita, com sua autorização atribuída ao presidente do Banco Central, Campos Neto, indicado por Bolsonaro. Também se menciona que o escândalo do INSS seria de responsabilidade dos mesmos grupos políticos.

Há um posicionamento de que, se investigações sobre Fábio Luiz Lula da Silva, Kalil Bittar, Fernando Bittar, Rochsinger e Marcola revelarem tráfico de influência ou corrupção, que sejam devidamente processados e condenados, respeitando o devido processo legal e a ampla defesa. A defesa é por reestabelecer a bandeira da moralidade e do combate à corrupção, reforçando que "se algum companheiro se lambuzou: 'ema, ema, ema, cada um com seus problemas'".