A economia criativa, que abrange mais de 111 mil micro e pequenas empresas e movimenta cerca de R$ 400 bilhões anualmente, será o foco de um seminário em Salvador (BA). O evento, que ocorre nos dias 4 e 5 de setembro de 2026, reúne especialistas, gestores públicos e representantes de instituições na Casa Rosa Salvador, com o objetivo de discutir estratégias para o desenvolvimento do setor.

Organizado pelo Sebrae e pelo Ministério da Cultura, o Seminário de Economia Criativa na Bahia visa fortalecer o segmento, especialmente por meio da ampliação do acesso a mercados, fomento, qualificação profissional e construção de modelos de governança. A abertura contará com a presença do presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares, e da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

Debates e propostas para o setor

Um dos momentos cruciais do primeiro dia será a palestra magna da secretária nacional de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão. Ela abordará o tema “Rumo ao Brasil Criativo: desafios da ampliação de mercados, do fomento e da formação em Economia Criativa”, refletindo sobre os obstáculos enfrentados por áreas como cultura, produção artística e audiovisual.

O segundo dia de programação destacará a articulação entre territórios, instituições e redes de atuação, com o painel “Territórios, Redes e Governanças”. Durante o seminário, o Sebrae-BA apresentará sua estratégia voltada para o setor e haverá a assinatura de protocolos de cooperação com instituições parceiras, reforçando a integração institucional para estimular políticas de fomento e criar novas oportunidades comerciais para pequenos negócios.

A “Carta da Bahia” e o futuro da economia criativa

As discussões e propostas levantadas durante os dois dias de evento resultarão na elaboração da “Carta da Bahia”. Este documento, que reunirá demandas e sugestões construídas em grupos de trabalho, servirá como referência para ações estratégicas voltadas à economia criativa tanto em nível estadual quanto nacional. A expectativa é que o seminário forneça não apenas um diagnóstico do setor, mas também encaminhamentos concretos para fortalecer a colaboração entre poder público, instituições de apoio e empreendedores.