Os países do BRICS vêm ampliando a cooperação em ciência e tecnologia em várias frentes, com foco em soberania, desenvolvimento econômico e qualidade de vida, segundo especialistas citados em uma reportagem da TV BRICS. Entre as áreas destacadas estão energia, meio ambiente, medicina, biotecnologia, inteligência artificial e exploração espacial.

Na avaliação de analistas, o bloco reúne condições para ganhar espaço na disputa tecnológica global. O texto cita dados de participação em pesquisa e desenvolvimento, com a China em 27,4% dos gastos mundiais, a Índia em 2,6% e a Rússia em 1,3%, além de avanços na criação de mecanismos conjuntos de integração científica.

energia, meio ambiente e projetos conjuntos

A cooperação ambiental e energética inclui iniciativas como a Plataforma BEST e a Plataforma de Pesquisa Energética, criadas para estimular troca de experiências, transferência de tecnologias sustentáveis e debates sobre renováveis, hidrogênio e gás. Em Nova Délhi, em agosto de 2026, os países aprovaram prioridades ambientais como restauração de florestas, combate a incêndios e adaptação às mudanças climáticas.

O texto também cita exemplos de parcerias bilaterais. Rússia e China atuam no monitoramento de recursos hídricos e no compartilhamento de dados, inclusive sobre a bacia do rio Amur. Já China e Brasil ampliam a cooperação em energia verde, com a construção de usinas eólicas e solares e o monitoramento conjunto da Amazônia por satélites da série CBERS.

saúde, biotecnologia e inteligência artificial

Na área de medicina e biotecnologia, o BRICS desenvolve projetos para pesquisa de vacinas, medicamentos inovadores e radioisótopos usados no diagnóstico e tratamento de câncer. O texto destaca ainda a articulação para um consórcio de medicamentos de nova geração e a cooperação entre Rússia e Índia no desenvolvimento de biossimilares de anticorpos monoclonais.

Em inteligência artificial, os países aprovaram em 2024, na cúpula de Kazan, um programa-quadro de cooperação que abriu caminho para iniciativas em processamento de idiomas, agricultura inteligente e previsão climática. Também está prevista a criação de uma rede compartilhada de armazenamento de dados e computação de alto desempenho no âmbito do Corredor Digital em Nuvem do BRICS.

Segundo os especialistas ouvidos, o avanço da cooperação no bloco depende da redução de barreiras burocráticas e da integração de recursos financeiros e intelectuais. A ideia é transformar a pesquisa conjunta em aplicação em larga escala, com impacto direto em inovação, produção industrial e serviços públicos.