O jogador Cristiano Ronaldo deixou a concentração da seleção portuguesa em Copenhague nesta quarta-feira (30), véspera do jogo contra a Dinamarca pela Liga das Nações. A decisão do capitão ocorreu após um atrito com o técnico Jorge Jesus e uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF).

O atacante já havia deixado o Estádio Parken antes do treinamento de Portugal, minutos depois de Jorge Jesus afirmar a jornalistas que suas decisões seriam mantidas independentemente do “estatuto do jogador”. Horas depois, Cristiano confirmou sua saída da delegação em uma publicação nas redes sociais, prometendo “a seu tempo” revelar os motivos aos portugueses e desejando sorte à equipe e aos companheiros.

Repercussão e posicionamento da Federação

A Federação Portuguesa de Futebol confirmou a saída do jogador, informando que a delegação seguirá a preparação para os jogos contra Dinamarca e Noruega com os 24 atletas restantes. A FPF destacou que “Toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da Seleção Nacional e na concretização dos objetivos definidos”.

De acordo com o jornal A Bola, a decisão surpreendeu a delegação e os jogadores, embora sinais de insatisfação do capitão já tivessem sido percebidos nos últimos dias. Antes do treino de quarta-feira, Cristiano retornou ao hotel em uma van, e a imprensa noticiou um voo previsto do jato particular do atacante de Madri para Copenhague.

Coletiva de Jorge Jesus e desdobramentos

A saída de Cristiano Ronaldo foi precedida por uma coletiva de imprensa onde Jorge Jesus respondeu a perguntas sobre a relação entre os dois. O treinador negou crise interna, mas reiterou que nenhum jogador influenciaria suas escolhas, e que o histórico de Cristiano na seleção não interferiria nas decisões da comissão técnica. Jesus afirmou que Cristiano participaria do treinamento no Estádio Parken, mas o jogador deixou o local antes do início da atividade, contrariando a expectativa do técnico.

A relação entre o capitão e o treinador se desgastou após o jogo contra a Noruega, quando Jorge Jesus escalou Gonçalo Ramos como titular e manteve Cristiano no banco. Apesar de ter iniciado o aquecimento, Cristiano não entrou em campo, e Gonçalo Ramos marcou o gol da vitória. Após a partida, Cristiano demonstrou irritação. A ausência do atacante nos dois treinos anteriores e na coletiva aumentou a repercussão do caso na imprensa portuguesa. O presidente da FPF chegou a conversar com os dois na concentração antes da coletiva de Jesus, inicialmente indicando uma redução da tensão, mas o cenário mudou após as declarações do treinador.