O Paraná alcançou a maior cobertura vacinal dos últimos dez anos, revertendo uma década de queda nos índices de imunização causada por movimentos antivacina e disseminação de desinformação. O governo estadual divulgou que o Estado superou as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e recuperou a posição perdida durante os anos críticos.

Em 2021, no momento mais crítico do período analisado, o Paraná atingia a meta de 90% em apenas uma vacina. A HPV em meninas apresentava cobertura de 93%, enquanto outras imunizações registravam índices consideravelmente menores. A situação refletia os desafios enfrentados pelo Estado nos anos anteriores.

A partir do fortalecimento das estratégias em 2023, os resultados começaram a melhorar significativamente. Em 2024 e 2026, o Paraná bateu a meta de 90% em dez imunobiológicos, ultrapassando inclusive os patamares registrados em 2015. A BCG subiu de 82% para 100%, a poliomielite saltou de 80% para 95%, e a pentavalente evoluiu de 81% para 94% no mesmo período.

Ações que funcionaram

O sucesso resultou de iniciativas como adesão ao Pacto pela Consciência Vacinal, abertura de postos de saúde nos Dias D aos sábados, ações extramuros, capacitação de equipes de saúde e coordenação com os 399 municípios paranaenses. Essa mobilização integrada possibilitou alcançar diferentes públicos e comunidades.

Destaque nacional

O Paraná ocupa a primeira posição da Região Sul em todas as vacinas do calendário infantil para crianças de até dois anos, estando também entre as primeiras colocações nacionais. O Estado é campeão nacional na Tríplice Viral primeira dose, com 100% de cobertura contra 94% do Brasil. Na segunda dose, alcança 87% comparado a 79% nacional. Na Hepatite A Infantil, a cobertura é de 89% contra 83% no país.

Apesar dos avanços, a vigilância deve ser permanente. O acompanhamento precisa ocorrer município a município, com atenção especial às comunidades onde a cobertura ainda é insuficiente. Manter cadernetas atualizadas, facilitar acesso aos postos de saúde e identificar pessoas com doses pendentes devem se transformar em tarefas rotineiras, não apenas em campanhas pontuais.