247 – O Clube de Engenharia do Brasil (CEB) divulgou, em setembro de 2026, um posicionamento em defesa da soberania nacional, da democracia e da transparência do processo eleitoral. No documento, a entidade afirma que o período que antecede mais uma eleição nacional exige compromisso das instituições, dos partidos, da imprensa e da sociedade civil com a livre manifestação da vontade popular.

Segundo o Clube de Engenharia, divergências políticas ou controvérsias entre autoridades não devem comprometer a estabilidade institucional nem interferir na liberdade do voto. A entidade também sustenta que eventuais conflitos entre os Poderes da República precisam ser solucionados pelos mecanismos previstos na Constituição.

A manifestação cita, como motivo de preocupação, os acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Polícia Federal (PF), especialmente a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Para o Clube de Engenharia, a medida abriu uma controvérsia sobre os limites de atuação dos Poderes e a autonomia da Polícia Federal.

Clube defende autonomia da Polícia Federal

O documento também menciona a decisão do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que suspendeu os efeitos das decisões conflitantes relacionadas ao comando da Polícia Federal e garantiu a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da instituição.

Na avaliação apresentada pela entidade, a decisão interrompeu a sequência de determinações divergentes e restabeleceu a condução institucional da questão.

O Clube de Engenharia defende que situações dessa natureza sejam tratadas com respeito às competências constitucionais de cada Poder, ao devido processo legal e à independência das instituições.

A entidade afirma ainda que, especialmente durante o período eleitoral, a Polícia Federal deve exercer suas atribuições de Estado com autonomia, estabilidade e isenção, sem interferências político-partidárias, independentemente de sua origem.

Entidade cobra responsabilidade no debate público

O posicionamento também aborda o papel da imprensa durante o período eleitoral. Para o Clube de Engenharia, a liberdade de imprensa deve estar acompanhada do compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, a pluralidade de informações e a separação entre notícia, análise e opinião.

A entidade afirma que a defesa da democracia exige serenidade e vigilância diante de iniciativas que possam comprometer a normalidade institucional, a soberania nacional ou a transparência das eleições.

Ao final do documento, o Clube de Engenharia reafirma sua defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito, da soberania brasileira e de eleições livres e transparentes. A entidade conclui que “a vontade do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas, deve estar acima de quaisquer interesses políticos, econômicos ou estrangeiros”.

Confira a carta na íntegra

“Em defesa da soberania nacional e da transparência do processo eleitoral

Às vésperas de mais uma eleição nacional, o Brasil vive um período de tensão política e institucional que exige dos Poderes da República, das instituições, dos partidos, da imprensa e da sociedade civil compromissos com a democracia, a soberania nacional e a livre manifestação da vontade popular.

Nenhuma divergência política ou controvérsia entre autoridades pode ameaçar a estabilidade institucional ou interferir na liberdade do voto.

Nesse contexto, causaram preocupação os recentes acontecimentos envolvendo o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal, especialmente a decisão do ministro André Mendonça, que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. A medida suscitou grave controvérsia sobre os limites de atuação dos Poderes e a autonomia da Polícia Federal.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu os efeitos das decisões conflitantes relativas ao comando da Polícia Federal e assegurou a permanência de Andrei Rodrigues na direção-geral da instituição. A decisão buscou interromper a sucessão de determinações contraditórias e restabelecer a condução institucional da questão.

O Clube de Engenharia defende que divergências dessa natureza sejam resolvidas pelos mecanismos constitucionais, com respeito às competências de cada Poder, ao devido processo legal e à independência das instituições. Em especial durante o período eleitoral, a Polícia Federal deve exercer suas atribuições de Estado com autonomia, estabilidade e isenção, livre de interferências político-partidárias, quaisquer que sejam suas origens.

Também é essencial que o debate público seja conduzido com responsabilidade. A imprensa deve exercer plenamente sua liberdade, com compromisso com a apuração rigorosa dos fatos, a pluralidade de informações e a distinção entre notícia, análise e opinião.

A defesa da democracia exige serenidade, mas também vigilância diante de qualquer iniciativa capaz de comprometer a normalidade institucional, a soberania nacional ou a transparência do processo eleitoral.

O Clube de Engenharia reafirma sua defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito, da soberania brasileira e de eleições livres, transparentes e soberanas.

A vontade do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas, deve estar acima de quaisquer interesses políticos, econômicos ou estrangeiros.

Rio de Janeiro, setembro de 2026.

CLUBE DE ENGENHARIA DO BRASIL – CEB”