A Guarda Costeira da China, por meio de um grupo de trabalho liderado pelo navio Putuoshan, tem intensificado suas patrulhas marítimas a leste de Taiwan. Esta operação, iniciada em agosto, abrange o controle da navegação e das atividades na região.

De acordo com Jiang Lue, porta-voz da Guarda Costeira chinesa, a mobilização busca estabelecer a ordem nas águas patrulhadas e salvaguardar o que Pequim considera seus direitos e interesses legítimos. Jiang afirmou ainda que um dos objetivos é proteger a vida e os bens dos cidadãos chineses em ambos os lados do Estreito de Taiwan, justificando a continuidade do patrulhamento policial em águas sob jurisdição chinesa. O porta-voz ressaltou que a China defenderá sua soberania territorial e seus interesses marítimos, visando também preservar a paz regional.

Contexto das tensões com Taiwan

As patrulhas ocorrem em um cenário de persistente tensão entre o governo chinês e as autoridades de Taiwan, ilha que a China considera parte de seu território. Pequim rejeita veementemente qualquer iniciativa que possa levar à proclamação formal da independência taiwanesa.

Às vésperas do anúncio sobre as patrulhas, Zhang Han, porta-voz do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China, fez novas críticas ao governo taiwanês, liderado por Lai Ching-te. Em uma coletiva de imprensa, Zhang acusou as autoridades de Lai de manterem uma posição separatista, o que, segundo ele, contraria os desejos da população da ilha por intercâmbio, cooperação, desenvolvimento e paz.

Zhang condenou ainda os esforços de Taiwan para fortalecer sua capacidade militar e resistir a uma eventual reunificação proposta por Pequim. Ele classificou essas tentativas como "fúteis" e um "abuso de poder que só irá empobrecer ainda mais o povo de Taiwan". As declarações reforçam a posição oficial chinesa de que a questão de Taiwan está intrinsecamente ligada à soberania nacional, com a ampliação da presença da Guarda Costeira nas águas a leste da ilha sinalizando um reforço dessa postura.