A delação premiada do empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) progrediu no Supremo Tribunal Federal (STF). Na tarde desta quinta-feira (3), Mansur foi ouvido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no STF. Esta etapa, conhecida como audiência de voluntariedade, é fundamental no processo de acordos de delação.

O procedimento teve como objetivo principal registrar a confirmação do empresário de que as informações oferecidas à PGR foram prestadas de maneira espontânea. A Reag é uma gestora de fundos e Mansur está envolvido nas investigações do Caso Master.

Próximos Passos na Delação

Agora, o ministro André Mendonça analisará os anexos apresentados pela defesa de Mansur e decidirá sobre a homologação do acordo de colaboração premiada. A decisão do ministro é um passo determinante para o prosseguimento das investigações.

Se o acordo for homologado, os relatos e as provas fornecidas pelo fundador da Reag poderão ser utilizados pela PGR nas investigações relacionadas ao Caso Master. Em contrapartida, Mansur poderá receber benefícios penais decorrentes da sua colaboração.

Uma das principais figuras abordadas na delação é o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo apurações, João Carlos Mansur era encarregado na Reag por estruturar a rede de fundos que teria sido empregada pelo proprietário do Banco Master em seus esquemas.