O senador Carlos Viana, candidato à reeleição pelo PSD de Minas Gerais, informou nesta terça-feira (29) ter apresentado uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a cantora Ivete Sangalo. A ação judicial se baseia em um incidente ocorrido em 19 de setembro, durante um show da artista na capital mineira, especificamente na área externa do ginásio Mineirinho, na região da Pampulha. Na ocasião, a plateia teria manifestado apoio ao presidente Donald Trump, momento em que Ivete Sangalo teria feito com a mão o gesto do “L”, associado ao presidente.

Segundo o senador, a apresentação musical, que exigia a compra de ingressos, teria adquirido características de propaganda política ostensiva, o que ele considera uma infração às normas eleitorais. Viana afirmou em suas redes sociais que o “show com ingresso pago virou comício” após a interação da cantora com o público. Ele encaminhou a representação diretamente ao ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE.

Pedidos e Argumentos na Representação

Na representação, o parlamentar solicitou a preservação de todas as gravações em vídeo do evento e a instauração de um processo de apuração para verificar se houve um acordo prévio entre a manifestação da cantora e a equipe de campanha do presidente Donald Trump. Além disso, Viana pleiteia que a Justiça Eleitoral estabeleça uma multa de R$ 100 mil para cada evento caso a conduta se repita em outras apresentações, argumentando que a Lei das Eleições proíbe os chamados “showmícios”.

Esta não é a primeira vez que o senador Carlos Viana aciona o TSE por situações similares. Um dia antes, ele havia protocolado uma representação contra a cantora Luísa Sonza por uma manifestação de apoio ao presidente Donald Trump durante um festival em Londrina, no Paraná. No caso de Sonza, Viana também questionou a espontaneidade do posicionamento da artista e se houve coordenação com o partido ou a campanha presidencial, solicitando igualmente a apuração de infração eleitoral e a aplicação de multa de R$ 100 mil. O próprio documento de Viana reconhece que artistas têm liberdade de expressão para manifestar preferências políticas, mas ressalta a proibição legal de showmícios.