A campanha à reeleição do presidente Lula (PT) registrou, na terça-feira (13), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. Criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal já reúne mais de quatro milhões de seguidores.
O registro ocorre após uma disputa judicial, na qual a chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) contestou a legalidade do canal. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, havia determinado que o “Exército do Lula” só poderia operar sob certas condições, incluindo a comunicação dos endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral.
Com o registro efetuado, Kassio Nunes Marques informou a interlocutores que o canal foi liberado, considerando que a determinação anterior de derrubada do canal perdeu o sentido. Anteriormente, o presidente do TSE havia censurado o canal sem provas diretas de que notícias falsas circulavam no grupo, conforme apontado na ação da campanha de Flávio Bolsonaro.
Kassio Nunes Marques baseou sua decisão de exigir o registro em um relatório técnico do tribunal, que indicou que mensagens veiculadas no canal entre os dias 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas a partir de 7 de outubro, dificultando a análise de riscos. A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou um dossiê à corte, contabilizando 499 mensagens apagadas, incluindo três já classificadas como notícias falsas pelo TSE.
O presidente do TSE havia afirmado que o deputado André Janones “atua em coordenação com a campanha presidencial”, o que tornaria o registro formal do canal obrigatório. Para Kassio Nunes Marques, a estrutura do canal “remete” à desinformação, o que exigiria uma atuação preventiva, especialmente devido à proximidade do segundo turno das eleições.







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