A coligação Brasil Pronto pra Mais, da chapa Lula-Alckmin, apresentou nesta quarta-feira (2) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cinco ações contra propagandas e publicações atribuídas a Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Ronaldo Caiado e aos partidos PL e PSD. As peças foram veiculadas em 1º de setembro no horário eleitoral gratuito e em plataformas digitais.

Segundo a coligação, os conteúdos distorcem falas e fatos para associar Lula à violência, ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a um suposto desprezo por trabalhadores. Foram protocolados quatro pedidos de direito de resposta e uma representação com pedido de multa.

Vídeo falso sobre presídio

Em duas ações, a coligação questiona a reaparição de uma informação falsa de que “bandidos comemoraram a vitória” de Lula em 2022 dentro de um presídio. O vídeo, atribuído ao site Dia Dia Notícia, não informa local nem apresenta fonte, e já foi desmentido por veículos como Lupa e Estadão.

O conteúdo apareceu no horário eleitoral gratuito na TV e em publicações de Flávio Bolsonaro no Instagram e no Facebook. Por isso, foram protocoladas duas ações: uma sobre a propaganda na TV, sob relatoria do ministro Nunes Marques, e outra sobre as redes sociais, com a ministra Estela Aranha. A chapa pede suspensão de novas veiculações, preservação das gravações e direito de resposta em dobro.

Edição de fala de Lula

Outra ação mira propaganda de Ronaldo Caiado, exibida duas vezes em 1º de setembro. A peça usa trecho de um debate de 1989 para sugerir associação entre Lula e criminosos. A coligação argumenta que a montagem induz a erro, pois o PT não é o MST e não promove invasões de propriedades rurais.

As duas últimas ações tratam de um discurso de Lula no Ato Nacional Mulheres com Lula, em Belo Horizonte, em 29 de agosto. Um trecho foi retirado de contexto para sugerir desprezo por garis. Publicações de Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e do PL também ligam o corte a suposto envolvimento de Lula com fraudes do INSS por meio do filho. Nesse caso, pede-se remoção do conteúdo e multa de R$ 30 mil para cada envolvido.

Há ainda uma ação contra a Rádio Jovem Pan, que veiculou o mesmo corte na manhã de 1º de setembro. A coligação pede suspensão e direito de resposta. Caberá ao TSE decidir se os materiais violam as regras eleitorais e se a chapa terá direito às respostas ou à remoção das publicações.