O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se encontra licenciado e é pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, apresentou suas principais propostas para a campanha de 2026. As declarações foram feitas nesta sexta-feira durante o evento “Rio pelo Brasil”, promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Fecomércio RJ e Firjan.
Caiado foi o primeiro pré-candidato a participar da série de encontros com empresários fluminenses, que visa debater propostas nacionais com foco nas demandas do estado. Diante de representantes do comércio, serviços e indústria, o governador prometeu construir 40 presídios de segurança máxima, classificar facções criminosas como “terroristas domésticos” e criar uma estrutura nacional de inteligência para integrar dados sobre organizações criminosas. Ele também defendeu o uso das Forças Armadas em ações de inteligência, com um sistema acoplado a batalhões especializados e um centro nacional para reunir dados fornecidos pelos governadores.
Educação e Críticas Econômicas
Na área da educação, Caiado buscou apresentar a pauta como um eixo social de sua candidatura. Ele prometeu priorizar a alfabetização na idade certa, expandir o ensino profissionalizante, monitorar o desempenho dos alunos e aplicar provas de proficiência no ensino superior. O pré-candidato criticou a aprovação automática e afirmou não pretender “manipular dados do Ideb”. Ele enfatizou a necessidade de oferecer alternativas para os jovens, com a educação como um meio de sustentação.
Em relação à economia, Caiado acusou o governo Lula de “gastança irresponsável” e responsabilizou a política fiscal pelos juros elevados. O pré-candidato criticou o programa federal de renegociação de dívidas, o Desenrola, classificando a iniciativa como uma “esperteza de agiota”. Ele prometeu entregar um superávit de 1,5% do PIB no primeiro ano de governo, sem detalhar as medidas para alcançar tal resultado.
Posicionamento sobre a Escala 6x1 e Saúde
Embora seja um tema de preocupação para setores empresariais, Caiado reiterou sua defesa do fim da escala 6x1. Contudo, o pré-candidato criticou a forma como o governo Lula tem conduzido politicamente a discussão. Ele defendeu que uma decisão como essa não pode ser tomada “no apagar das luzes do governo envolvido em tanta corrupção”, buscando posicionar-se a favor da mudança, mas com uma transição negociada e associada à geração de empregos.
Na área da saúde, Caiado propôs a digitalização das filas de atendimento, a regionalização dos serviços e o incentivo a procedimentos de maior complexidade, como cirurgias robóticas e por vídeo. Ele também defendeu o aumento da produção de medicamentos no país. O pré-candidato buscou vincular sua trajetória administrativa à promessa de eficiência, afirmando que a experiência de governar não se aprende na cadeira da Presidência, mas sim com o acúmulo de experiência e respeito ao dinheiro público.







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