O Brasil alcançou a primeira posição mundial em velocidade de download no 5G, conforme o relatório 5G Global Mobile Network Experience Awards 2026. O estudo, conduzido pela consultoria Opensignal, considerou países com área territorial superior a 200 mil quilômetros quadrados. A operadora Vivo obteve o primeiro lugar na categoria, e Claro e TIM também foram reconhecidas globalmente.

Segundo Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações, o desempenho positivo do Brasil é um reflexo da expansão da infraestrutura e do aumento dos investimentos no setor. Ele destacou que o país demonstra a capacidade de unir expansão da conectividade com alta qualidade e velocidade. O ministro ressaltou que o desafio agora é estender essa qualidade para áreas rurais, periferias e regiões mais remotas, com a meta de alcançar 2,2 mil cidades com sinal 5G até o fim do ano.

Modelo do leilão e expansão da rede

A implementação do 5G no Brasil foi estruturada com base em compromissos assumidos pelas empresas vencedoras do leilão de frequências. O modelo adotado priorizou investimentos em infraestrutura e cobertura, em vez de focar apenas na arrecadação. As obrigações incluem levar a tecnologia 5G às sedes dos municípios brasileiros, ampliar a cobertura de 4G em áreas rurais, instalar redes de fibra óptica e conectar escolas públicas.

Entre as metas estabelecidas estão a cobertura de 5.570 sedes municipais com 5G e o atendimento de 1.700 localidades que não são sedes de municípios. O edital também prevê a cobertura de 7.430 localidades com redes 4G ou superiores e a implantação de sinal ao longo de 35.784 quilômetros de rodovias federais pavimentadas. Além disso, R$ 3,1 bilhões foram destinados a iniciativas de conectividade em escolas públicas, sob a governança do Ministério das Comunicações desde 2024.

Infraestrutura e novos serviços

O avanço da cobertura de alta capacidade abre caminho para novas utilizações da conectividade móvel em setores que demandam transmissão rápida e estável de grandes volumes de dados. Áreas como agricultura de precisão, indústria 4.0, telemedicina, educação, digitalização de serviços públicos e aplicações baseadas em dispositivos conectados podem se beneficiar dessa evolução.

A posição alcançada pelas operadoras brasileiras ocorre em um período de continuidade dos investimentos no setor. Em 2026, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou um novo processo de licitação da faixa de 700 MHz, com previsão de R$ 2 bilhões em investimentos para a expansão da telefonia móvel e da internet em regiões com cobertura ainda insuficiente. O Governo do Brasil, segundo Frederico de Siqueira Filho, continua a criar as condições e acompanhar a expansão da infraestrutura, buscando uma conectividade mais rápida, segura e presente em todo o território nacional.

O levantamento da Opensignal utiliza bilhões de medições do uso cotidiano de redes móveis, analisando indicadores como velocidade de download, experiência com vídeos e jogos, qualidade de chamadas de voz, confiabilidade das redes, cobertura e tempo de conexão efetiva ao 5G. Apesar do avanço na velocidade, a expansão territorial permanece como um dos principais desafios do setor, com a estratégia oficial visando ampliar a disponibilidade da tecnologia em localidades menores, áreas rurais, periferias e regiões com acesso limitado à internet de alta capacidade.