O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, se reuniu nesta terça-feira (22), em Brasília, com representantes de entidades ligadas à educação para tratar do modelo de escolas cívico-militares.

O encontro discutiu a forma de implementação desse tipo de unidade, que costuma deixar a área disciplinar sob responsabilidade de policiais militares aposentados. O modelo é defendido por setores da direita e é criticado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Denúncias apresentadas ao governo

A reunião foi pedida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, que afirmou ter levado denúncias de violência sexual contra alunas de 11 e 13 anos, além de relatos de apologia ao armamento e falta de transparência sobre dados dessas escolas.

Pelo governo federal, também participou o secretário-executivo do Ministério da Educação, Rodolfo de Carvalho Cabral. Entre as entidades presentes estavam a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o Fórum Nacional da Educação, a Rede Nacional de Pesquisa sobre Militarização da Educação e sindicatos.

Mesa de diálogo será criada até o fim do ano

Ao fim da conversa, foi definida a criação de uma mesa de diálogo até o fim do ano, com participação do governo e da sociedade civil, para dar continuidade às discussões sobre as escolas cívico-militares.

O modelo vem sendo implantado em diferentes estados, entre eles São Paulo, Paraná e Goiás.