O Banco Central do Brasil (BC) está em negociações para integrar o Pix, seu sistema de pagamentos instantâneos, ao TIPS (Target Instant Payment Settlement), a plataforma de pagamentos instantâneos da Europa. Essa iniciativa visa simplificar e acelerar as transferências internacionais, além de operações de compra, permitindo que os recursos sejam disponibilizados na moeda local em questão de segundos. As informações sobre as tratativas foram divulgadas pelo jornal O Globo.
Documentos do Banco Central Europeu (BCE) indicam que as conversas estão em uma fase de “pré-investigação”, com a participação de representantes de alto nível de diversas áreas, incluindo os setores operacional, técnico, jurídico e de segurança. Esta etapa começou em junho e tem previsão de conclusão para setembro. Após esta fase inicial, uma eventual conexão ainda dependeria de outras duas etapas: exploração e realização.
Integração internacional e benefícios
O Banco Central já havia informado publicamente seu interesse em conectar o Pix a sistemas de pagamentos instantâneos de outras nações. No Relatório de Gestão do Pix 2023-2025, divulgado em agosto, o BC detalhou que está avaliando diferentes estratégias para a internacionalização da plataforma, incluindo modelos bilaterais, como o diálogo com o Banco Central Europeu, e a participação em estruturas multilaterais, como o Nexus, do Banco de Compensações Internacionais (BIS).
Uma das principais vantagens dessa integração seria a capacidade de processar transferências internacionais com maior rapidez, convertendo os valores para a moeda local de forma ágil. O BC ressaltou que essas interligações têm o potencial de reduzir tarifas, aumentar a velocidade das operações, ampliar o acesso a serviços financeiros transfronteiriços e melhorar a transparência das transações internacionais.
Outros interesses e próximos passos
A Europa não é a única região interessada na integração com o Pix. Conforme o jornal O Globo, a China também demonstrou interesse em conectar seus sistemas de pagamentos instantâneos ao Pix. Essas iniciativas fazem parte das avaliações contínuas do Banco Central sobre possíveis conexões do Pix com infraestruturas de pagamentos de outras jurisdições.
No entanto, as tratativas com o Banco Central Europeu permanecem em estágio preliminar e a concretização do projeto dependerá do avanço das etapas planejadas antes de qualquer implementação. Apesar do potencial, o Banco Central do Brasil não se manifestou quando procurado sobre o assunto.







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