A menina de 9 anos que conseguiu se salvar de uma tentativa de estupro em Curitiba, na manhã de sexta-feira (9), utilizou um sinal universal de pedido de socorro que foi ensinado a ela por sua avó. A avó, após ver o gesto na televisão, instruiu seus netos sobre como agir em momentos de perigo, alertando-os sobre a importância de conhecer e usar o sinal para pedir ajuda a quem o reconhecesse.
Além de ensinar o sinal, a avó reforçava com as crianças a necessidade de cautela ao sair de casa, como manter distância de desconhecidos, evitar conversas com estranhos e recusar ofertas de doces ou dinheiro de pessoas não familiares. O incidente ocorreu no bairro Sítio Cercado, quando a menina e outras crianças, incluindo um primo de 10 anos, estavam a caminho da escola.
Detalhes da Abordagem e Resgate
Um homem de 54 anos abordou a menina, oferecendo dinheiro para que ela o acompanhasse. Diante da recusa, ele segurou a mão da criança à força, tentando levá-la. Em um ato de medo e coragem, a menina fez o sinal de socorro, que consiste em dobrar o polegar para dentro da palma da mão e fechar os outros quatro dedos sobre ele.
Ao perceber o gesto, o primo da menina correu para um posto de combustíveis próximo e pediu ajuda. Funcionários e clientes do posto, ao verem as imagens de segurança que registraram o pedido de socorro do menino, foram atrás do suspeito, que fugiu. Frentistas acionaram uma viatura da Guarda Municipal que passava pela região, e o homem foi preso em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável. A corporação informou que o suspeito era monitorado por tornozeleira eletrônica desde 2017 por um caso anterior de estupro de vulnerável. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante a audiência de custódia, conforme o Ministério Público.
Origem e Recomendações do Sinal
O sinal universal de socorro foi criado no Canadá, em abril de 2020, por uma agência de publicidade de Toronto. A campanha visava conter o aumento de casos de violência doméstica durante o confinamento da Covid-19, oferecendo um gesto simples e discreto para que as vítimas pudessem pedir ajuda sem que o agressor percebesse. Especialistas recomendam que, ao ver alguém fazendo o sinal, a pessoa tente se aproximar discretamente e levar a vítima para um local seguro, como um comércio ou farmácia, para então encaminhá-la a órgãos competentes, como a delegacia. Caso não seja possível a aproximação, a orientação é procurar a polícia e relatar a situação.







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